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Negociação GEAP

Comissão formada por dirigentes do Sinsprev/RJ, do Fórum de Qualidade de Vida, e das centrais sindicais Conlutas e CTB, é recebida pelo gerente regional do plano de saúde, no prédio da Geap/RJ
- Foto: Mayara Alves

Pressão faz associados serem recebidos pela Geap/RJ

31/05/2017


 Associados se reúnem no hall do Presidente Business Center, logo após a negociação com a Geap/RJ
Foto: Mayara Alves


Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

A pressão dos associados, com a ocupação do hall de entrada do novo prédio da Geap/RJ, o luxuoso Presidente Business Center, na Rua Benedito Hipólito, no Centro, fez com que uma comissão formada por dirigentes do Sinsprev/RJ, do Fórum de Qualidade de Vida e das centrais sindicais Conlutas e CTB, fosse recebida pelo gerente regional do plano de saúde, Ronaldo Selle. Na negociação, entre os assuntos tratados estavam os reajustes abusivos das mensalidades, tendo como consequência a saída de milhares de associados, além de melhoria da rede credenciada e dos desligamentos automáticos.

Cerca de uma hora antes de serem recebidos, os associados foram pressionados a sair do prédio pela segurança. Os trabalhadores argumentaram que eram associados da Geap exercendo o seu direito legal e constitucional de negociar e entregar as reivindicações. A secretária do plano disse que o gerente regional não se encontrava. Mais tarde, Ronaldo apareceu no hall, aceitando negociar com uma comissão. Inicialmente propôs que fosse composta por seis pessoas, depois oito, depois 10.

A comissão, que incluía os profissionais da imprensa do Sindsprev/RJ, participou de uma negociação numa sala no décimo andar, sendo acompanhados, o tempo todo, por seguranças. Durante a negociação, o diretor do Sindicato, Luiz Henrique Santos, criticou a forma como os associados foram tratados, tendo como resposta um pedido da desculpas da parte do gerente regional e a promessa de que isto não aconteceria outra vez.

A negociação

Já na sala de reuniões, Selle deu início à negociação afirmando que a disposição da Geap é a de manter sempre aberto o canal de negociação. “Mas já adianto de antemão que esta discussão sobre aumento da mensalidade não é uma decisão do Rio de Janeiro, foge da minha alçada. Foi uma decisão tomada pelo Conad (Conselho Administrativo da Geap)”, frisou. Relatou que a a Geap está com as despesas e receitas equilibradas, e que isso é importante para manter um serviço de qualidade. “É uma situação complicada pensar que não vai haver aumento. Não vai haver aumento, mas a Geap tem que pagar a conta das despesas. Pensar em não aumentar significaria cortar serviços aos associados”, argumentou.

Disse que com a queda de uma cautelar do TCU, que teve consequência a perda de 100 mil vidas, foi dado início a um trabalho de recuperar associados que saíram e também novos. “Não apenas trazer novas vidas, mas trazer novas vidas, novas. Precisamos fazer com que a nossa carteira diminua a sua idade. Hoje, 60% da carteira do Rio de Janeiro está acima de 60 anos. Isso tem um custo que é muito mais elevado”, frisou.

Fátima da Silva Wanderley, do Fórum de Qualidade de Vida, criticou esta argumentação. Disse haver uma divergência fundamental, já que estes associados pagam há décadas a Geap e quando chegam na idade em que mais precisam são colocados nesta situação. “Mas não é só você que pensa assim. Este é o pensamento global dos planos de saúde. O que é um equívoco”, ponderou.

Acrescentou saber que não é no Rio de Janeiro que se resolvem estas questões, ou as relacionadas com aumentos abusivos. Mas explicou que como o estado é um dos com maior número de associados, não se pode deixar de levar as reivindicações à Gerência Rio. Disse que entregaria a ele, documento com uma série de itens importantes reivindicados pelos associados para que fosse encaminhado à diretoria executiva (Direx) da Geap em Brasília.

Ato nacional na sede da Geap, em Brasília

Fátima frisou que não há condições dos associados continuarem na Geap com a forma de cálculo de reajuste feito sobre as mensalidades. Solicitou a Ronaldo que ele fosse porta-voz da reivindicação de mudança no cálculo. Adiantou que os associados do Rio de Janeiro vão a Brasília participar de um ato público na porta da Geap, um ato nacional, com a presença de representantes de todo o país. “É impossível pagar este aumento, já que o percentual de reajuste salarial é muito menor. A mensalidade aumentou 35%, ano passado, e agora, 23%”, afirmou.

O servidor do INSS Luiz Fernando, disse que o que parece é que a intenção da Geap é expulsar associados com esta política de aumentos abusivos. “Quando você aumenta desta forma absurda, várias vezes acima da inflação, inclusive, como é que as pessoas podem ficar?”, questionou.

A comissão entregou, ao final, ofício com uma série de reivindicações, levando em conta que os associados precisam de atenção integral à saúde: 1) que a Geap crie um fórum permanente de diálogo com beneficiários e contribuintes; 2) que organize seminário e debates para consolidar propostas para melhorar o funcionamento e atendimento visando a qualidade de vida dos associados; 3) que organize planejamento de curto e médio prazos para estruturar a rede própria de atendimento integral; 4) que faça revisão do cálculo atuarial incidente sobre os valores da participação e coparticipação para manter a suportabilidade financeira dos geapianos, pois os memos contribuíram durante décadas; 5) o “Programa Idoso Bem Cuidado” deve ser ampliado e reestruturado para atender às reais necessidades da terceira e quarta idade; e 6) a Geap deve ter como referência o ofício 001/2016/GEAP, protocolado no dia 7 de dezembro de 2016 no Rio de Janeiro.

Ronaldo Selle aceitou a proposta de formação de um fórum de diálogo no Rio de Janeiro. E propôs a elaboração de um calendário de reuniões permanentes para discutir a solução de problemas dos associados. 





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