Por André Pelliccione,
Da Redação do Sindsprev/RJ
Na foto, a greve do INSS na zona sul do Rio: adesão aumentou com entrada de Copacabana e Laranjeiras
Foto: Niko
Em seu terceiro dia, a greve nacional dos servidores do INSS continua forte em todo o país, com grande adesão em 17 estados, incluindo o Rio de Janeiro, onde mais três agências aderiram ontem à paralisação: duas em Copacabana e uma em Laranjeiras. Amanhã, sexta-feira, os servidores do INSS farão assembléia para avaliar o movimento e decidir os próximos rumos da greve no Estado. A assembléia será às 16h, no Sindsprev/RJ (Rua Joaquim Silva, 98, Lapa).
A paralisação visa forçar o governo federal a cumprir o acordo salarial da categoria e investir na recuperação da infra-estrutura das agências do Instituto, de forma a garantir a melhoria na qualidade de atendimento aos segurados, com o fim das filas e das chamadas ‘altas programadas’.
O governo rasgou o acordo do INSS ao impor, através da MP 441, o aumento da jornada (de 30 para 40h semanais) e as avaliações de desempenho sem qualquer discussão ou consulta aos servidores, que lutam pela manutenção das 30h sem redução salarial e incorporação da GDASS.
Servidores enfrentam repressão do INSS
No primeiro dia da greve, na agência Caxias, os servidores tiveram que enfrentar a truculência da Polícia Militar que, mais uma vez, interferiu numa questão trabalhista. Chamados pela gerência do INSS, os PMs chegaram em quatro viaturas, das quais desceram de armas em punho.
Nesta quarta-feira, segundo dia da paralisação, a direção da agência Campo Grande pressionou os servidores na tentativa de evitar a greve, mas não conseguiu o que queria. O movimento continua firme e os servidores não se intimidaram. O Sindicato repudia a violência policial e as tentativas de intimidação praticadas pelos gestores do INSS.
Em nível nacional, estão previstas assembléias nos estados de Goiás, Tocantins, Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Amapá e Acre, com indicativo de também aderirem à greve.