Por Olyntho Contente, da Redação do Sindsprev/RJ
Foto: Niko
A Polícia Militar agrediu fisicamente servidores do INSS em greve, usando também gás de pimenta. O fato ocorreu, hoje (1/07), pela manhã, em frente à Gerência Centro do Instituto, na Rua Pedro Lessa, Centro. A truculência da PM, no entanto, não alcançou seu objetivo que era o de dissolver a manifestação. A PM cercou a entrada principal do prédio com cordas, mas os servidores, corajosamente, continuam no local. O clima é cada vez mais tenso. O protesto faz parte do Dia Nacional de Luta dos Servidores do INSS que visa forçar o governo Lula a negociar.
Hoje, a greve entrou no seu 16º dia sem que o governo do ex-líder sindical Lula da Silva se dignasse a atender as reivindicações mais que justas dos servidores. A paralisação tem como objetivo fazer com que o governo mantenha as 30 horas de jornada semanal, conquista obtida desde 1985, e que agora Lula quer passar para 40 horas. Os servidores querem também o fim da avaliação de desempenho. Pelo acordo assinado em 2005, o governo se comprometia a discutir a questão da jornada e da avaliação em um Grupo de Trabalho (GT) que nunca se reuniu para nada. Ao invés disto, baixou a Medida Provisória 441, em 2008, impondo o aumento da jornada de 30 para 40 horas, dando a "opção" aos funcionários de continuarem trabalhando 30 horas, neste caso, com redução salarial. A MP 441 impôs também a avaliação de desempenho individual, questionada pela categoria, por não haver como avaliar os funcionários se as condições de trabalho são as piores.