Por André Pelliccione, da Redação do Sindsprev/RJ
Servidores na votação que escolheu delegados ao Congresso de fundação da Nova Central
Foto: Fernando França
Representantes de sindicatos e movimentos sociais de todo o país se reunião neste final de semana, dias 5 e 6 de junho, em Santos, São Paulo, naquele que será o mais importante evento de reorganização da classe trabalhadora: o Conclat – Congresso que criará a Nova Central Sindical e Popular, reunindo organizações e forças políticas como MTL, Conlutas e Intersindical, Pastoral Operária, Movimento Terra Livre, MAS (Movimento Avançando o Socialismo) e Liga Estratégia Revolucionária, entre outras. O Sindsprev/RJ participará com 80 representantes, eleitos na assembleia estadual da seguridade e seguro social realizada no dia 11 de maio deste ano.
“A criação da Nova Central Sindical e Popular é uma necessidade histórica dos trabalhadores, que ficou ainda mais premente nos últimos anos, após as traições cometidas pela CUT e demais centrais chapa-branca. Estamos construindo muito mais do que uma Central para combater o neoliberalismo, os governos e os patrões. Muito mais do que organizar os trabalhadores para as lutas imediatas, atuaremos com um programa socialista, de superação da injusta de classes que produz cada vez mais miséria, pobreza e mortes para os trabalhadores e a população em geral”, explica a dirigente do Sindsprev/RJ Janira Rocha, que também frisa a maior representatividade do novo organismo que será criado. “Nossa Central não se limitará a representar somente os trabalhadores formais, organizados por cada categoria em separado, mas o conjunto da nossa classe, incluindo os informais, terceirizados, quarteirizados, sem-terra, sem-teto. Enfim, todos os que, de alguma forma, foram precarizados por anos de aplicação das políticas neoliberais. Para nós, a transformação social e a superação da sociedade capitalista será obra de todos os trabalhadores”.
Janira defende que a direção da Nova Central seja composta por representantes das entidades e movimentos que participam da construção do novo organismo, mas levando em conta o peso da base social que cada uma dessas entidades é capaz de representar e mover. “Esta será uma das polêmicas centrais do Congresso. Vamos debater essa questão de forma honesta e transparente com todas as forças políticas. Queremos que a nova central tenha uma direção representativa dos setores de base”, concluiu.