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Saúde Federal  

Servidores da Lagoa protestam na Globo e criticam cobertura tendenciosa da greve

05/02/2014

Servidores do Hospital Federal da Lagoa na passeata dessa quarta-feira 5, que percorreu a rua Jardim Botânico até a Rede Globo de Televisão, onde protestaram contra a cobertura tendenciosa que a emissora vem dedicando à greve
Foto: Fernando França

Assista ao vídeo do ato na Lagoa 
Imagens: Fernando Gonçalves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

A exemplo do que já fizeram os trabalhadores dos hospitais Cardoso Fontes e HFSE, nessa quarta-feira (5/02) foi a vez de os servidores do Hospital Federal da Lagoa também protestarem contra a política de saúde do governo Dilma (PT), que quer impor a jornada de 40h semanais com ponto eletrônico a todo o funcionalismo da saúde federal.

Concentrados na entrada principal do Hospital, os servidores saíram em passeata pela rua Jardim Botânico, entrando pelas ruas Pacheco Leão e Von Martius, até se concentrarem em frente à sede da Rede Globo de Televisão, onde protestaram contra o que classificam de ‘cobertura tendenciosa’ da emissora em relação à greve da saúde federal.

“Há mais de 30 anos que praticamos 30h semanais e não abrimos mão dessa jornada, mas nossa greve também é por condições dignas de trabalho e melhoria para os pacientes”, afirmou, no início da passeata, a servidora do Hospital da Lagoa Verônica da Rocha Fragoso.

Técnica de enfermagem também lotada no Hospital, a servidora Rosana Viana da Silva Melo destacou a importância de se apostar na mobilização para ‘derrotar’ a política do governo. “Só fazendo greve é que conquistaremos o respeito às 30h e a tabela salarial do seguro social, prometida pelo ex-ministro Alexandre Padilha e nunca implantada. Além de salário decente e respeito às 30h, queremos condições dignas de trabalho e concurso público, pois há carência de profissionais na área médica e na enfermagem, em todas as especialidades”.

Protestos em frente à Rede Globo

“Vimos aqui mostrar à Globo que estamos sim numa grande greve da saúde federal, e que essa greve é sobretudo pelo nosso direito de mantermos uma jornada de trabalho praticada há 30 anos. Somos servidores da saúde e temos um comprometimento muito grande com o exercício das nossas funções e jamais vamos paralisar serviços que deixem a população em risco iminente de vida. Queremos que a Rede Globo mostre o sucateamento da saúde promovido pelos governos, que mostre as pessoas morrendo nos hospitais em busca de um atendimento que não existe”, afirmou Cristiane Gerardo, da direção do Sindsprev/RJ.

Também dirigente do Sindicato, a servidora Lúcia Pádua reforçou as críticas à emissora do Jardim Botânico. “A Globo mente quando diz que os servidores não querem trabalhar. Exigimos que a Globo fale a verdade à população, que mostre que no Hospital da Lagoa há andares inteiros fechados por falta de pessoal e falta de material. Por tudo isso, a nossa greve é mais que legítima”, disse.

Após cerca de 40 minutos de protestos em frente à Rede Globo, os servidores retornaram em passeata pela rua Jardim Botânico, em direção à entrada principal do Hospital da Lagoa. Antes, porém, os trabalhadores abordaram o repórter André Trigueiro, da GloboNews, de quem cobraram a presença de uma equipe de reportagem da emissora, para ouvir a versão dos servidores sobre a greve. Dizendo ‘não ter permissão’ para falar em nome da TV Globo, Trigueiro negou-se a conversar com os trabalhadores, entrando em seguida na emissora.

‘Privatização não serve’, afirma jornalista

“Quando se precisa salvar a vida de alguém, o primeiro atendimento é sempre num hospital público, no SUS, que foi conquistado por todos nós com muita luta. Agora, querem destruir a saúde pública por meio da privatização. Mas a privatização não serve. É só ver o que está acontecendo nos trens da Supervia e nos ônibus, cujas passagens a Prefeitura quer aumentar para R$ 3,00”, afirmou o jornalista Vilmar Tôrres, que passava no local da manifestação e se solidarizou com os servidores em greve, falando ao carro de som.

A deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ) compareceu ao ato, manifestando total apoio à greve dos servidores. “Parabenizo todos vocês, servidores, pela greve. Sou militante da área da saúde e a luta de vocês também é minha como profissional da seguridade e como cidadã que precisa do trabalho de vocês para ter o atendimento que merecemos, mas que, infelizmente, não temos por culpa do atual governo. O Ministério da Saúde fala em controlar a frequência dos servidores, mas quem controla os contratos e as licitações? Quem controla as obras realizadas? Quero dizer que o meu mandato está à disposição de vocês e o que vocês precisarem podem contar comigo. Estão todos de parabéns”, concluiu.

“Saúde na rua, Dilma a culpa é sua” – grito ‘de guerra’ cantado pelos servidores durante a passeata que saiu do Hospital da Lagoa.



Ato Hospital Lagoa

Greve da saúde federal
- Foto: Fernando de França



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