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Saúde Federal  

Servidores rejeitam proposta do governo, mantêm greve na saúde federal e fazem ato na 5ª

10/02/2014

Servidores da saúde federal na assembleia geral dessa segunda-feira 10, no Sindsprev/RJ, que aprovou a continuidade da greve e a realização de ato unificado de todos os hospitais na próxima quinta (13/02), no Into
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Assembleia da saúde federal realizada na tarde dessa segunda-feira 10, no auditório do Sindsprev/RJ, aprovou a continuidade da greve em todos os hospitais e institutos federais. Os servidores consideraram ‘insuficiente’ a sinalização feita na última sexta-feira (7/02) pelo Ministério da Saúde, que admitiu construir uma Portaria para regulamentar as 30h dos chamados ‘turnos ininterruptos’, mas insistiu na implementação do ponto eletrônico (controle biométrico).

Na próxima quinta-feira (13/02), a partir das 10h, servidores de todos os hospitais e institutos em greve fazem ato público unificado, em frente ao Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), na Av. Brasil. Às 15h, no Sindsprev/RJ (rua Joaquim Silva, 98, Lapa – próximo aos arcos), os servidores participam de reunião do Comando de Greve.

Boicote ao ponto eletrônico e luta pela tabela salarial

A assembleia, que lotou o auditório do Sindsprev/RJ com servidores de todas as unidades de saúde em greve, também aprovou a continuidade do boicote à implantação do ponto eletrônico e a luta para que o Ministério da Saúde implemente a tabela salarial do seguro social (INSS), prometida em 2012 pelo então ministro Alexandre Padilha. Outras deliberações foram o envio do resultado do plebiscito sobre a Ebserh ao Ministério da Saúde e a aprovação de duas palavras de ordem: ‘da Copa eu abro mão, eu quero mais dinheiro pra saúde e educação’ e ‘não vai ter Copa’.

“Quando vemos as mobilizações e os atos públicos que estamos fazendo nos hospitais, como o de Bonsucesso, que fechou a Av. Brasil. Quando vemos a força dessa greve, não podemos aceitar a migalha que o governo nos ofereceu numa mesa pôdre. O governo, que antes falava com empáfia e subestimava a nossa mobilização, agora já aponta um caminho de negociação. Por isso a greve continua em defesa das 30h e contra o ponto eletrônico. Não podemos abrir mão desses princípios”, afirmou, sob aplausos, a diretora do Sindsprev-RJ Cristiane Gerardo.

“O que temos visto é um processo crescente de greve. Portanto, não podemos aceitar qualquer proposta apresentada pelo governo, ainda mais se for uma proposta que não atende às nossas necessidades. O nosso momento é agora. A greve continua”, completou a servidora do Into Alessandra Camargo.

Não ao divisionismo nas lutas da saúde

Durante a assembleia, servidores e dirigentes do Sindsprev/RJ criticaram iniciativas que classificaram de ‘divisionistas’, como o ato específico da enfermagem em defesa das 30h, previsto para a próxima sexta-feira, 14/02, convocado pelo Conselho Regional de Enfermagem e CTB, entre outras entidades. No cartaz de divulgação do evento, os organizadores incluíram a logomarca do Sindsprev/RJ sem autorização da diretoria do Sindicato.
 
“O Sindsprev/RJ é o sindicato do ramo da seguridade social. Portanto, não há qualquer chance de o nosso Sindicato defender as 30h somente para uma categoria específica. Jamais vamos abrir mão desse princípio”, afirmou Julio Cesar Tavares, diretor da Regional Centro do Sindsprev/RJ, que também destacou outras reivindicações da greve. “Lutamos pela tabela salarial prometida por Padilha e lutamos contra o assédio moral praticado nas unidades de saúde. A partir de agora, a greve tem que ser ainda mais forte para que possamos dobrar esse governo patronal de Dilma”, disse.

A servidora Dalvanir Ilário de Lima, do Hospital Federal de Ipanema, reforçou os argumentos favoráveis à tabela. “Não podemos mais ficar brincando de reajuste ou achar que a solução é viver de gratificações. O que precisamos é de um salário reajustado de verdade, com incorporação de todas as gratificações, respeito às 30h e implementação do plano de carreira”, disse.

Dirigente do Sindsprev/RJ, a servidora Maria Celina de Oliveira lembrou a fundamentação da jornada de 30h. “Na Conferência Nacional de Saúde, essa jornada foi aprovada para todos os servidores, mas não podemos depender de portarias ministeriais. Tem que haver uma lei prevendo as 30h. Para conquistarmos isso, temos que reforçar a greve em todas as unidades”, afirmou.

CSP Conlutas dá apoio total à greve

Representando a CSP (Central Sindical e Popular) Conlutas, a servidora Cintia Teixeira saudou a greve da saúde federal. “Essa greve — disse ela — já está ecoando em nível nacional, estimulando os servidores dos hospitais universitários a também lutarem contra a privatização. Estamos atingindo esse governo do PT, que subestimou a classe trabalhadora. O momento é de avançar e não recuar. Não devemos ter nenhuma confiança no atual governo”.

A diretora do Sindsprev/RJ e servidora da Funasa Lúcia Pádua convocou os trabalhadores da saúde federal a reforçarem a greve. “No início o governo achava que ia nos impor as 40 e o ponto eletrônico, achava que ia nos impor a Ebserh, mas a greve está enfrentando as políticas do governo, o que mostra o nível de consciência e a disposição de luta dos servidores. Vamos continuar unidos, rumo à vitória, em defesa das 30h, contra o ponto eletrônico e a privatização”.

Antes da votação final das propostas em plenário, os servidores cantaram em côro: ‘saúde na rua, Dilma a culpa é sua’, expressando indignação com as políticas do governo para a área da saúde.






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