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Saúde Federal  

Ato contra extinção de consultas e cirurgias no HFB reúne usuários e servidores

04/04/2014

Manifestação dessa sexta-feira (4/04), em frente ao Hospital Federal de Bonsucesso, quando servidores e usuários denunciaram a tentativa do governo de descaracterizar a unidade, por meio da Portaria nº 155
Foto: Fernando França

Por Olyntho Contente
Da Redação do Sindsprev/RJ

Para dar início à luta para impedir o fim das consultas e cirurgias no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), pacientes, familiares e servidores participaram de um protesto em frente à unidade, nesta sexta-feira (4/04), convocado pelo Sindsprev/RJ. A Portaria nº 155 do Ministério da Saúde, editada em plena greve da saúde federal, aponta para a extinção desses serviços e prevê a transformação do HFB — um hospital geral que atende a pacientes em diversas clínicas e realiza cirurgias, inclusive transplantes de rim e fígado — em um hospital de emergência.

O diretor do Sindsprev/RJ Osvaldo Mendes acusou o governo Dilma Roussef (PT) de, com a Portaria, deixar a população sem atendimento, ocasionando a morte de centenas de pessoas. Segundo o dirigente, a intenção é sucatear ao máximo a unidade, para justificar a sua privatização através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O presidente da Associação de Transplantados, Roque da Silva, frisou que, caso a Portaria não seja cancelada, os pacientes que fizeram transplante ficarão sem o acompanhamento médico necessário, significando a morte, o mesmo acontecendo com centenas que estão na fila de espera para obter um rim ou fígado ou com quem faz hemodiálise. Ele defendeu a formação de uma comissão de dirigentes sindicais, membros de conselhos distritais, municipais e do estado, para ir a Brasília se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e denunciar o governo Dilma, que, com a Portaria 155, passou por cima dos conselhos, o que é ilegal.

Golpe contra a população

Outro dirigente do Sindsprev/RJ, Júlio Tavares, classificou a Portaria como mais um duro golpe do governo Dilma contra a saúde pública e gratuita. “Dilma e seus aliados, Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes, estão juntos implementando o mesmo projeto que pretende desmantelar os hospitais e entregá-los a grupos privados, que passariam a financiar suas campanhas”, afirmou. Para o dirigente, é possível resistir e impedir a transformação do HFB em um hospital que atenda apenas a casos de emergência. “Esse não é um ataque a esta unidade, mas faz parte de um projeto mais geral desses governos para toda a rede federal. Estão em jogo, além da vida dos pacientes, os empregos dos servidores”, afirmou.
 
Júlio defendeu ainda que o cancelamento da Portaria 155 passe a fazer parte das reivindicações dos servidores públicos federais (em campanha salarial), da saúde federal e das negociações com o Ministério da Saúde. “Nesse sentido defendemos a retomada da greve da rede federal a partir do dia 14 de abril”, afirmou, convocando todos a participarem do ato do Dia Mundial da Saúde, na segunda-feira, 7 de abril, às 10 horas, na Cinelândia, e da assembleia da saúde federal, no dia 11/04, para aprovar a greve.

Lúcia Pádua, também diretora do Sindicato, destacou que não é extinguindo serviços fundamentais para a população que se vai resolver o problema da emergência que funciona num contêiner. “Para isto é preciso acabar as obras do prédio da emergência que estão inexplicavelmente paradas há anos”, lembrou. Em relação às negociações específicas da saúde federal, disse que é preciso aumentar a mobilização, tendo em vista a retomada da greve, já que não avançaram as negociações com o Ministério da Saúde para a extensão das 30 horas para todos os profissionais do setor, respeito ao duplo vínculo, implantação da tabela que iguala os salários da seguridade com os do seguro social e não à privatização.

“Dilma não tem meu voto”

Vários pacientes e familiares também participaram do protesto. Léia de Almeida, moradora de Belford Roxo, classificou a Portaria 155 como um absurdo criminoso. Com 44 anos, ela foi submetida a duas cirurgias no coração no HFB e passa por acompanhamento médico. “Como vai ser agora, vou ficar sem médico e sem medicamento? É isso o que a Dilma quer? Aí, eu vou passar mal e ir para a emergência? A ideia dela é fazer com que nós fiquemos à beira da morte para sermos atendidos numa emergência?”, questionou, revoltada.

Moradora de Nova Iguaçu, Ivanilde Castro, 61 anos, também foi submetida a cirurgias no HFB retirando vários pólipos. “Peregrinei por vários hospitais, mas só consegui o atendimento de que precisava aqui, em Bonsucesso. O governo não tem o direito de acabar com esse hospital. A saúde é um direito de toda a população e vamos lutar contra essa mudança. Em vez de fazer esta sacanagem com a gente, a Dilma deveria investir mais recursos na saúde. É por essas e outras que eu digo que meu voto ela não tem”, afirmou.

Margarida Moreira, também de Nova Iguaçu, argumentou que o governo federal deveria fazer uma emergência para melhorar o atendimento, mas não acabar com os outros serviços. “Não entendo por que fazem isso. Qual é o motivo? Cobramos uma explicação”, disse. Garantiu que, se depender dos pacientes e suas famílias, o desmonte do hospital não acontecerá. “Se preciso, vamos até Brasília defender nossos direitos”, afirmou.






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