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Saúde Federal  

Movimento social protesta contra perseguição da Afinca a servidora do Inca

28/07/2014

A servidora Tatianny Araujo falando ao microfone na manifestação dessa segunda-feira 28, no Inca, contra a criminalização dos movimentos sindical e social
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Representantes de sindicatos, partidos políticos e do Núcleo Sindical do Instituto Nacional do Câncer (Inca) participaram nesta segunda-feira (28/7), de um ato de solidariedade à servidora do hospital Tatianny Araujo, que está sendo processada pela Associação de Funcionários do Inca (Afinca) por críticas feitas à entidade. Todos os que discursaram repudiaram a atitude da associação, que, em vez de defender os servidores, age contra eles, comportando-se de acordo com a política da direção do Inca, dos governos federal e do estado, criminalizando os que lutam por direitos básicos da população. Antes dos processos, a Afinca já vinha se colocando contra a greve dos servidores.

As ações judiciais movidas pela Afinca têm como objetivo, também, intimidar os demais funcionários do Inca, em greve contra a privatização dos hospitais federais, por uma saúde de qualidade e jornada de 30 horas para todos, entre outras reivindicações. Perciliana Rodrigues, do Fórum Estadual Contra a Privatização da Saúde e em Defesa do SUS, lembrou que os governos federal, do estado e a Prefeitura do Rio têm um projeto comum de entregar a saúde pública a grupos privados e, para isso, vêm perseguindo quem se coloca contra tal projeto. “Não é à toa que Tatianny está sendo processada. O que é estranho é que isto esteja sendo feito por uma associação, a Afinca, que deveria defender e não atacar os seus associados, merecendo todo o nosso repúdio”, afirmou.

O diretor do Sindsprev/RJ Luis Fernando Silva condenou a direção da Afinca. “A diretoria da entidade está usando os mesmos métodos do governo federal e da direção do Inca, colocando-se contra os que lutam pelos direitos da população, criminalizando-os. Temos que repudiar essa prática e exigir a retirada dos processos ou a destituição da associação”, defendeu. Pedro Henrique, do Núcleo do Sindicato no Inca, frisou que a diretoria do hospital vem assediando e perseguindo de várias formas os demais servidores, além de Tatianny. Ele cobrou uma resposta do Ministério da Saúde quanto ao caso do diretor do Inca-3, Pedro Aurélio Ormode, em cujo gabinete foram encontradas, durante ocupação promovida pelos servidores, 15 garrafas de bebidas alcoólicas.

O vereador Eliomar Coelho (PSOL) criticou a Afinca e disse que a atitude da entidade de agir contra uma associada vai contra todos os princípios democráticos. “É incoerente, inclusive, com o motivo da existência da associação, que é defender o associado”, afirmou. Cyro Garcia, presidente regional do PSTU, foi irônico ao dizer que a diretoria do Inca não precisa perseguir os servidores porque tem uma entidade, a Afinca, que faz esse trabalho. “E é por isso que estamos aqui para condenar esta atitude e exigir a retirada dos processos contra Tatianny. Lembramos que os governos e a mídia fazem parte dessa política de criminalizar quem luta, os trabalhadores, a juventude, sindicatos, partidos. Temos que dizer que lutar não é crime. As divergências entre os trabalhadores se resolvem entre os trabalhadores, e não com ações judiciais”, frisou ele.

Eduardo Serra (PCB) lembrou que Tatianny está sendo perseguida por sua participação nas mobilizações dos servidores do Inca e demais hospitais federais contra a privatização. “Há entidades sindicais que se colocam do lado do patrão e contra essa luta. A Afinca é uma delas”, afirmou. Gualberto Tinoco (Pitéu), da CSP-Conlutas e do Sepe, lembrou que as mobilizações que vêm acontecendo desde maio do ano passado defendem mais recursos para uma saúde que seja pública e de qualidade. “Mas para os patrões não interessa uma saúde, uma educação, um transporte público de qualidade para o povo. Para eles, interessa o sucateamento e a privatização desses serviços para forçar o trabalhador a pagar por eles. E quem se coloca contra isso tudo, como a Tatianny, é perseguida”, argumentou.

Clayton, diretor do Sindicato dos Petroleiros, lembrou que, assim como o Sindsprev/RJ e o Sepe, o Sindipetro/RJ também vem sendo criminalizado pela imprensa e pela Secretaria de Segurança. “Nossa entidade vem sendo atacada publicamente por apoiar as manifestações populares que acontecem desde o ano passado e cobram mudanças no país. Sempre fizemos isso, como estamos fazendo aqui, no Inca, porque é função do sindicato defender os direitos da categoria que representa, mas também participar e apoiar as lutas mais gerais da sociedade, como foi o caso da redemocratização do país, o impeachment de Collor, a luta contra as privatizações. Cobramos, aqui, um posicionamento mais claro de sindicatos que estão em cima do muro, apenas observando o governo e a mídia criminalizarem o movimento sindical”, afirmou.

A ação

As ações foram movidas por dirigentes da Associação de Servidores do Inca (Afinca), inconformados com as denúncias de Tatianny sobre favorecimento a membros da atual gestão da Associação no uso da creche do convênio Inca-Nerj. Outra fonte de inconformismo foram as críticas feitas por Tatianny à imobilidade da Afinca durante a greve da saúde federal, quando a Associação negou apoio aos servidores desde o início da paralisação.

“O objetivo dessas ações é tentar intimidar e calar os trabalhadores do Inca, que hoje não se veem representados na Afinca, uma entidade que está na contramão dos movimentos sociais. Não podemos nos calar e por isso seguimos lutando pela retirada dos processos, pois as divergências devem ser tratadas no âmbito político”, afirmou Tatianny.






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