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Saúde Federal  

Ato defende concurso para pôr fim a déficit se servidores no HFB

22/09/2014

Manifestação em frente à entrada do Ambulatório
do Hospital de Bonsucesso, na quinta (18)

fotos: Fernando França

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

O servidor pede um minuto de atenção. Explica o que está acontecendo no hospital. Alerta que a unidade pode ser privatizada e transformada numa grande emergência, com o fim das especialidades ainda hoje oferecidas à população pelo tradicional hospital da região da Leopoldina. A manifestação promovida pelo sindicato na quinta-feira (18) no Ambulatório do Hospital Federal de Bonsucesso foi assim, uma busca constante de diálogo e de aliança com a população na defesa da saúde pública e no combate às políticas de privatização traçadas pelas três esferas de governo.

Muitas das reações de quem estava ali aguardando o atendimento foram de preocupação e inquietação sobre como ajudar a impedir que o pior aconteça, relata o dirigente de base do Sindsprev-RJ Júlio Tavares. "A população aplaudiu e perguntou como fazer para não fechar o Ambulatório", diz o servidor. O ato é parte de uma sequência de manifestações na porta do hospital, as assembleias populares, que toda quinta-feira pela manhã buscam alertar a população e obter apoio à luta em defesa do HFB. A atividade teve distribuição de panfletos explicativos e de fatias de bolo.

Ao percorrerem os três andares do Ambulatório, os ativistas denunciaram a intenção do governo de entregar o hospital para a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e o já em curso processo de fechamento de leitos - 80 na Pediatria - e de setores como o transplante de fígados. A emergência de 'lata' também foi denunciada. Desde 2011, ela funciona provisoriamente em contêineres ao custo de R$ 318 mil por mês. "Já foram gastos R$ 13 milhões nessa emergência de lata, que deveria ser provisória", afirma Júlio, valendo-se de dados oficiais do Ministério da Saúde.

Os trabalhadores também defendem a realização imediata de concurso público para contratação de profissionais, como médicos, enfermeiros e técnicos, dentre outras especialidades - associada a uma política de reestruturação da carreira que valorize o servidor. O déficit de pessoal para atender à população é hoje um dos mais graves problemas do HFB e de outras unidades federais de saúde no Rio. Os concursos, porém, têm que ser para regime estatutário e definitivos, observam os servidores - que criticam as contratações temporárias e a frequente tentativa do governo de burlar a Constituição Federal e não contratar pelo Regime Jurídico Único, modelo trabalhista específico dos servidores públicos federais.

A próxima assembleia popular no Hospital Federal de Bonsucesso será no dia 25 de setembro, quinta-feira, a partir das 7 horas da manhã. Novamente será oferecido bolo à população e aos servidores.


O servidor Júlio Tavares fala durante a manifestação no HFB, no dia 18 de setembro

 






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