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Saúde Federal  

Em greve, servidores da saúde federal protestam contra instransigência do governo Dilma

12/08/2015

Servidores da saúde federal durante ocupação do Nerj, quando protestaram contra a intransigência do governo Dilma (PT)
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente


Os servidores da saúde federal em greve voltaram a protestar contra o governo Dilma Roussef (PT) pelo impasse criado na mesa de negociação da campanha salarial da categoria. No Rio de Janeiro, os trabalhadores voltaram a ocupar o gabinete do Núcleo do Ministério da Saúde (Nerj), no prédio da Rua México 128, numa atitivade organizada pelo Sindsprev/RJ e pelo Comando de Greve, como já havia sido feito no último dia 6/08. Em Brasília houve protesto em frente aos ministérios da Saúde (MS) e do Planejamento, cobrando a retomada e o avanço nas negociações.

Como fez na terça-feira (11/08), em nova rodada com o Comando Nacional de Greve, em Brasília, o MS insistiu em manter a mesma proposta, apelidada de 'Casas Bahia', rejeitada seguuidas vezes pelos dirigentes das entidades sindicais e em plenárias e assembleias. Ela sequer repõe as perdas geradas pela inflação e impõe um acordo rebaixado, válido por quatro anos: reajuste nos percentuais de 5,5% em 2016; 5% em 2017; 4,75% em 2018; e 4,5% em 2019, sempre em janeiro, totalizando 21,3% a serem pagos ao longo de quatro anos. Vale lembrar que a inflação anualizada é superior a 9%. O MS negou-se também a discutir as demais propostas e só negocia vale-transporte e auxílio-creche.  

Mostrando total arrogância, na negociação de terça os representantes do ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmaram que aquela era a 'última proposta', muito abaixo do que reivindicam os servidores da saúde federal em sua campanha desde ano: mais verbas para o setor; condições dignas de trabalho e atendimento; reajuste de 27,3%, em uma única parcela, referente a perdas salariais; o fechamento de acordos anuais e não plurianuais; incorporação das gratificações e concurso público; fim das privatizações; equiparação à tabela salarial do INSS; jornada de 30h semanais para todos os trabalhadores do setor; e respeito ao direito de duplo-vínculo.

Ocupação no Rio

Durante a ocupação do Nerj, a diretora do Sindsprev/RJ Christiane Gerardo explicou que os protestos tinham como objetivo fazer com que o governo avançasse nas negociações, apresentando uma proposta séria, pois a que está na mesa já tinha sido rejeitada. “O governo insiste nos 21% divididos em quatro anos e recusa-se a discutir as demais cláusulas. Somos o setor federal com os menores salários de todos, enfrentando o sucateamento e a falta de verbas que o governo Dilma impõe aos hospitais em prejuízo dos profissionais e da população. Dilma e Chioro não nos deixam outra opção senão a de manter e fortalecer a greve, única forma de derrubarmos a arrogância e o descaso com a saúde”, afirmou a dirigente.

Lúcia Pádua, também dirigente do Sindsprev/RJ, lembrou que o Ministério da Saúde havia sinalizado a possibilidade de uma negociação que aconteceria neste dia 13 de agosto, o que não se confirmou. “Estamos aqui para cobrar uma negociação com apresentação de propostas novas. O mesmo objetivo tem o protesto organizado por Fenasps, Sindsprev/RJ e outros sindicatos, que acontece em frente ao Ministério da Saúde, em Brasília”, explicou Lúcia. Ela classificou a postura do governo Dilma de arrogante e insensível, por se tratar de trabalhadores que lidam com a vida humana e recebem os piores salários entre os federais.

Ambas (Christiane e Lúcia) fizeram questão de lembrar que o problema do governo não é dinheiro. “Dinheiro o governo tem. Acontece que ele prioriza pagar aos bancos. Ele economiza cortando verba da saúde, educação, estradas para pagar aos bancos, que é a sua prioridade, e não a saúde da população ou a situação salarial aflitiva dos servidores dos hospitais federais. Para se ter uma ideia do que isto significa, hoje 60% do Orçamento da União é usado para pagar a dívida com os bancos, enquanto a população morre nas filas. Essa é a opção feita pelo governo Dilma Roussef”, afirmou Lúcia.






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