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Saúde Federal  

Servidores do Into ocupam sala da diretoria contra ponto eletrônico

04/04/2016

Servidores do Into ocupam a sala da direção-geral do Instituto
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Os profissionais de saúde do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) ocuparam, na manhã desta segunda-feira (4), a sala da direção da unidade federal. O objetivo foi exigir o fim do ponto biométrico. A implantação do ponto eletrônico é, na verdade, uma das fases do processo de privatização que o governo Dilma quer implantar. A privatização seria feita através de empresas terceirizadas contratadas através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Com a privatização, os grupos que passassem a gerir as unidades federais, por serem particulares, não sofreriam qualquer tipo de fiscalização, nem do Tribunal de Contas da União (TCU) nem do Ministério Público, e poderiam comprar equipamentos sem licitação, bem como contratar empregados sem concurso público. Como toda privatização, a finalidade desta também é favorecer grupos de saúde privados que, no futuro, poderiam, inclusive, cobrar pelos atendimentos.

O ponto biométrico, como foi instalado, descumpre acordo assinado com o Ministério da Saúde prevendo a instalação de um controle de presença, mas respeitando uma série de fases que não foram cumpridas, como a extensão das 30 horas para todos e a emissão de boletos comprovando a utilização do ponto, diariamente.

Negociação com Ministério

Os servidores, através da diretora do Sindsprev/RJ Lúcia Pádua e da diretora do Sindicato dos Enfermeiros Mônica Armada, cobraram do diretor do Into, João Francisco Matheus, durante a ocupação, o fim do ponto eletrônico. Ele disse que aquela 'era uma determinação do TCU'. Em seguida, entrou em contato com o Ministério da Saúde, colocando o MS a par da reivindicação. O secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, a quem as unidades são subordinadas, não foi encontrado na hora, mas ficou de retornar a ligação às 15 horas. Os servidores decidiram, então, permanecer ocupando a sala.

Ato em defesa da saúde

Os servidores do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia voltaram a protestar na manhã desta segunda-feira (4), para defender a saúde pública, condições de trabalho adequadas no hospital e criticar as tentativas da administração e do governo de impor medidas que na prática penalizam os profissionais do setor e, avaliam, abrem caminho para a privatização, como o controle biométrico de frequência.

A categoria está em mobilização e vem reafirmando, em assembleias, o boicote ao ponto eletrônico, cuja implantação quebra as negociações em andamento com o Ministério da Saúde. Os servidores também contestam as propostas recém-anunciadas pelo governo, que significam cortes nos serviços públicos e podem levar ao congelamento de salários e à perda de direitos.

   
Foto: Fernando França
Servidores do Into fazem assembleia, seguida de ato público, antes de ocuparem o gabinete da direção-geral






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