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Saúde Federal  

Em plenária durante a ocupação do Ministério, servidores reafirmam defesa do SUS

08/06/2016

Servidores durante plenária em defesa do SUS, realizada
na noite desta quarta-feira (8/6), no hall da rua México, 128
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por André Pelliccione

Em plenária realizada na noite desta quarta-feira (8/6), servidores da área da saúde, representantes de centrais sindicais e de movimentos sociais reafirmaram a continuidade das mobilizações em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde) gratuito e universal para toda a população. Como parte desta luta, servidores ocuparam, pela manhã, a coordenação do Ministério da Saúde no Rio, no 9º andar da rua México, 128. Embora a manutenção (ou não) da ocupação do 9º andar não tenha sido objeto de deliberação na plenária, até as 20h desta quarta (8/6) um grupo de servidores manifestava a intenção de continuar ocupando a coordenação regional do Ministério.

Realizada no hall do prédio da rua México, Centro, a plenária foi marcada por forte tom de indignação dos servidores, que não pouparam críticas às políticas do governo Temer(PMDB) para a área da saúde.

Mobilização nacional em defesa do SUS

“Há uma articulação nacional em defesa do SUS e contra todo o retrocesso que significam as políticas do governo Temer, como a intenção de reduzir o tamanho do SUS e beneficiar os planos privados de saúde.  A ameaça ao SUS não vem de agora porque os governos do PT já implementavam essa política. A diferença é que hoje isto se acirrou e por isto estamos aqui”, afirmou a professora Maria Inês Bravo, da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde e do Fórum de Saúde do Rio.

A plenária teve de ser realizada por grupos de servidores que se encontravam dentro e fora do prédio, separados pela grade de entrada da rua México. É que servidores que chegavam para participar da plenária eram impedidos de entrar, por ordem da chefia de segurança do edifício. Então, para viabilizar a plenária e em solidariedade aos que foram barrados pela arbitrária medida da segurança, parte dos servidores que ocupavam o 9º desceu para também participar. A medida tomada pela segurança do prédio descumpriu acordo feito anteriormente com os servidores, que permitiria o acesso de todos ao hall do prédio, para realização da plenária.

Em defesa da saúde pública

Segurando faixas de protesto contra os ataques do governo à saúde pública, os servidores gritaram palavras de ordem contra o governo, como: ‘ocupar e resistir, até o Temer cair’ e ‘O SUS é nosso, ninguém tira da gente, direito garantido não se compra nem se vende’.

“Nosso objetivo é marcar o protesto contra as políticas anunciadas pelo ministro Ricardo Barros, da saúde. Políticas que significam um grande retrocesso no setor. Não aceitamos a mudança do modelo de financiamento do SUS, que foi uma conquista de décadas do movimento sanitarista brasileiro. Também não aceitamos a diminuição do tamanho do SUS e a entrega das instituições públicas de saúde à iniciativa privada”, disse Lúcia Pádua, da direção do Sindsprev/RJ.

Aumentar a visibilidade do movimento

Servidora da saúde municipal do Rio, Vilma Fernandes Mascarenhas acha que é preciso dar mais visibilidade ao movimento em defesa do SUS, que também ocorre em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia. “Uma boa estratégia seria tentar se aproximar da população na ponta do atendimento, mostrando a ela por que não tem profissional e por que faltam remédios. Precisamos discutir esses problemas diários com essas pessoas, e não só com a gente. Assim, vamos mostrar à população que lutamos por um direito que é dela”, explicou.

No início da plenária, os servidores leram documento, assinado pelo 'Movimento Ocupa Sus', que reúne as entidades organizadoras da ocupação, explicando as razões do movimento e a necessidade de se lutar em defesa do SUS público, gratuito e universal. Uma das medidas mais criticadas no documento foi a desvinculação de até 30% das receitas da União, o que, na opinião dos servidores, vai retirar ainda mais recursos da saúde pública. No texto os servidores também pedem a saída imediata do ministro da saúde, Ricardo Barros; a destinação de 10% do PIB para a saúde e a rejeição da Portaria 958, do Ministério da Saúde, que permite a substituição de agentes comunitários de saúde (ACS) por técnicos em enfermagem, nas atividades do Programa Estratégia Saúde da Família.

Outro questionamento feito pelos servidores foi quanto à possível indicação do diretor de administração do Into, Jair Veiga, para coordenação da gestão hospitalar do Rio.

Participaram, além de CSP Conlutas, CUT e CTB, o Fórum em Defesa da Saúde e a Frente Povo Sem Medo.






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