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Saúde Federal  

Cresce apoio à ocupação do Nerj em defesa do SUS

13/06/2016

Servidores durante a ocupação do Núcleo do Ministério da Saúde no Rio (Nerj), em protesto contra as políticas privatizantes do governo Temer
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oto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Entidades de outros setores da sociedade estão prestando apoio e solidariedade à ocupação do Núcleo do Ministério da Saúde do Rio de Janeiro (Nerj). Entre elas, o Ocupa Minc, que tomou representações do Ministério da Cultura em todo o país, além de parlamentares. O vereador Paulo Pinheiro (PSOL-RJ) esteve ontem no Ocupa SUS. “Estou aqui em nome do PSOL para prestar nosso irrestrito apoio a este movimento que defende uma das maiores conquistas do povo brasileiro, que é o Sistema Único de Saúde(SUS), dos ataques anunciados pelo governo Temer (PMDB)”, afirmou Pinheiro no rol de entrada do Nerj, no 9º andar da Rua México, 128, Centro.

Servidores da saúde de outros estados também visitaram ontem o Ocupa SUS, que tem como principais bandeiras a defesa do SUS, contra a privatização da saúde, Fora Temer, Fora Veiga (Jair Veiga, diretor administrativo do Into, cotado para ser empossado no Departamento de Gestão Hospitalar do Rio de Janeiro, DGH), além de reivindicações mais específicas como respeito às 30 horas e ao duplo-vínculo, bem como aos acordos de 2013, 2014 e 2015. Representantes do movimento Luta Antimanicomial do Maranhão, da Bahia, do Tocantins e do Ceará estiveram nesta segunda-feira (13/6) pela manhã no Ocupa SUS. “Vimos prestar nosso apoio aos companheiros por este movimento de resistência contra as medidas anunciadas pelo governo Temer de redução e privatização do SUS, através do ministro da saúde Ricardo Barros”, afirmou a psicóloga Rita de Cássia Azevedo, de Palmas (TO).

Contra a privatização do SUS

O Ocupa SUS se instalou no rol do Nerj no último dia 8/6. Barracas e colchonetes estão postados no corredor de forma organizada. Nas paredes, faixas e cartazes, entre elas, algumas do Sindsprev/RJ, trazem inscrições com alusões às principais reivindicações. Dirigentes do Sindicato participam desde o início da organização do movimento. Também servidores da base. Pedro Ferreira, do Núcleo Sindical do Sindsprev/RJ no Instituto Nacional do Câncer, falou da importância do Ocupa SUS enquanto tática para resistir à política do Estado mínimo que o governo Temer quer implementar, sobretudo na saúde.

“O governo é representante do projeto de aprofundamento da política de sucateamento e privatização do SUS para beneficiar os bancos, seguradoras e planos de saúde. Estamos acampados aqui para dizer não a este modelo e ainda exigir, isto sim, não apenas a manutenção do SUS, mas a sua ampliação, com mais recursos e concurso público, para que seja um serviço público, gratuito e de qualidade”, afirmou. Cláudia Barcelos, da Associação de Funcionários do Instituto de Cardiologia (INC), frisou que não só os profissionais de saúde estão na ocupação, mas também familiares de usuários, além de representantes de entidades do movimento social, entre elas centrais sindicais, movimento de mulheres, movimento negro, estudantes e residentes.

“Hoje, o Ocupa SUS é o movimento de resistência mais importante da saúde no Rio de Janeiro. Ele dá visibilidade a todas as nossas reivindicações específicas, mobiliza nossa categoria e ainda é um pólo que aglutina vários setores contra o governo Temer e sua política de retirada de direitos dos trabalhadores”, afirmou Cláudia. Segundo ela, graças ao Ocupa SUS se deu visibilidade também à luta contra a nomeação do atual diretor administrativo do Into, Jair da Veiga, para o DGH/RJ. “Fora Veiga não é mais hoje uma luta apenas do pessoal do Into, mas de todos os servidores da saúde”, disse.

Atividades e ocupações

Várias atividades estão sendo realizadas diariamente no Ocupa SUS. Nesta segunda-feira (13) pela manhã e à tarde, a professora Maria Alice Pessanha, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fiocruz, ministrou aula pública sobre Educação em Saúde, na entrada do prédio da Rua México. Populares também participaram, lotando o local. Plenárias são realizadas semanalmente, para avaliar o movimento e tomar decisões organizativas. Para esta terça-feira está prevista uma nova plenária, às 17 horas, no rol do Nerj.

Estão ocupadas também representações do Ministério da Saúde, com os mesmos eixos do Rio de Janeiro, na Bahia, Santa Catarina e em Minas Gerais, segundo informação de Mariana Santana, da Comissão Administrativa do Ocupa SUS (o movimento é organizado em cinco comissões por área de atuação). Mariana é enfermeira, mestranda da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Adiantou que estão chegando doações as mais diversas, como alimentos e água. Mas que precisam, também, de material de escritório, como pastas plásticas e gaveteiros plásticos para documentos, canetas e papel.

O movimento de ocupações da saúde em defesa do SUS tende a se ampliar pelo país. O primeiro passo para isto foi a orientação, aprovada em plenária do Ocupa SUS do Rio, de criação de comitês em defesa do SUS em todos os estados. A plenária decidiu ainda organizar uma Marcha em Defesa do SUS, a

 






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