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Saúde Federal  

Servidores do Hospital Cardoso Fontes protestam contra assédio e retirada de direitos

13/07/2016

Ato público em frente à entrada principal do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, quando servidores protestaram contra projetos que sucateiam as unidades de saúde
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Para protestar contra o assédio moral e os ataques do governo Temer (PMDB) contra direitos dos servidores federais, os profissionais de saúde do Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, fizeram nesta quarta-feira (13/7), pela manhã, um ato na porta da unidade. Representantes de outros hospitais federais, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) e da Vigilância em Saúde (ex-Funasa) estiveram presentes.

A diretora do Sindsprev/RJ Christiane Gerardo criticou a gestora Magali Luppo, do Cardoso Fontes, pela prática de assédio moral contra servidores. Segundo Christiane, em vez de tentar resolver os problemas causados pela falta de insumos, a gestora do hospital prefere usar de autoritarismo como se assim o hospital fosse funcionar, mostrando despreparo e incompetência na gestão. A diretora do Sindsprev/RJ defendeu a unidade entre usuários e servidores como forma de exigir mais recursos, concurso público e respeito aos servidores, única forma de fazer com que o Cardoso Fontes funcione bem.

Edna Theodoro, dirigente do Sindsprev/RJ e servidora do Into, também criticou a gestora do Cardoso Fontes, exigindo respeito aos servidores. Condenou o governo Temer por propor o fim de direitos, o que se daria através da reforma da Previdência Social, do Projeto de Lei 257, que tramita na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 e da privatização da saúde. Edna convocou os profissionais de todos os hospitais federais a organizarem sua luta de forma unificada, única maneira de impedir a aprovação dos ataques de Temer.

Pedro Ferreira, do Núcleo Sindical do Inca, alertou para a necessidade de retomar e fortalecer a luta dos servidores federais da saúde. Disse que o que aconteceu com a saúde estadual e municipal, com as privatizações e o corte de direitos, está muito perto de ocorrer no setor federal. “A aprovação pelo Senado dos reajustes previstos nos acordos de greve apenas segue a lógica do arrocho salarial, mas a imprensa noticia como uma grande conquista. Não podemos nos enganar com isto. Mais do que nunca é hora de lutar contra o projeto de privatização e o corte de direitos que, no Rio de Janeiro, está para ser implementado pelo coronel Jair Veiga, que assumiu o Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) do Ministério da Saúde”, argumentou.

Os ataques de Temer ao funcionalismo

A reforma previdenciária prevê a fixação de idade mínima para aposentadoria em 65 anos para todos os trabalhadores, homens e mulheres; a redução de pensões à metade e a desvinculação dos benefícios previdenciários dos índices de correção do salário mínimo, entre outros ataques. Além da reforma, o governo joga peso no Congresso para aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 257/2016, que aumenta, de 11% para 14%, a contribuição previdenciária dos servidores; proíbe aumento de salários, inclusive para aposentados e pensionistas; proíbe a progressão nas carreiras, concurso público e a convocação dos já aprovados; incentiva a demissão voluntária; e acaba com quinquênios, anuênios e licenças-prêmio. Embora o governo ainda não tenha conseguido aprovar o requerimento de urgência para votação do PLP 257 no plenário da Câmara, isto não significa que não continuará insistindo na votação e aprovação do Projeto.

Quanto à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 241, o texto prevê a limitação dos gastos da União à reposição inflacionária, podendo resultar em congelamento de salários de servidores e fim de concursos públicos, entre outros ataques aos direitos do funcionalismo e da população usuária dos serviços públicos.






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