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Saúde Federal  

Assembleia do HFB decide não utilizar mais e lacrar o ponto eletrônico

21/06/2017


Assembleia lota auditório e aprova boicote ao ponto

Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Em uma assembleia lotada, com representação de todos os segmentos, os servidores do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) decidiram, nesta quarta-feira (21/6), não mais utilizar o ponto biométrico. Outra decisão foi que dirigentes das entidades sindicais presentes lacrassem as máquinas, o que foi feito em seguida ao término da assembleia. A proposta foi aprovada em função dos prejuízos causados pelo mau funcionamento dos aparelhos aos profissionais e por serem incompatíveis com a forma de trabalho executado nos hospitais. Ficou estabelecido que a folha de ponto será o único meio usado para o controle de frequência.

Documento dando ciência do que foi aprovado e os motivos será encaminhado à direção do hospital, que, através de sua assessoria, também se posicionou, durante a assembleia, contra o ponto biométrico. “A posição aprovada sempre foi defendida pelo Sindsprev/RJ, que vê no controle biométrico uma forma do governo de tentar responsabilizar os servidores pelo atendimento cada vez pior na saúde. O ponto eletrônico faz parte de uma política mais geral de esvaziamento dos hospitais para facilitar a privatização dos mesmos”, afirmou o diretor do Sindsprev/RJ, Sidney Castro. Ele lembrou que não é a imposição deste tipo de controle que vai resolver os problemas da saúde pública, mas a realização de concurso para repor o enorme déficit de pessoal, além da compra de equipamentos e de todo tipo de material necessário ao bom funcionamento das unidades.

Participaram da mesa que dirigiu a assembleia, além do Sindsprev/RJ, os sindicatos dos Enfermeiros e dos Médicos, a Federação dos Médicos, representantes do Corpo Clínico e da Comissão de Ética do HFB, chefes de setores, além da deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB). Estiveram presentes, ainda, integrantes do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro, da CSP-Conlutas e do Comando de Mobilização dos Servidores Federais. Todas as entidades comunicarão, nesta quinta-feira (22/6), ao Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), o resultado da assembleia e cobrarão providências no sentido de fazer com que o ponto de papel, usado há décadas para o controle de frequência, volte a existir como único meio de registro.

Na tarde desta quarta-feira 21, numa atitude arbitrária, a chefia de Recursos Humanos do Hospital de Bonsucesso ordenou a retirada dos lacres colocados pelos servidores nas máquinas de ponto eletrônico. A atitude do RH do Hospital foi duramente criticada por Sidney Castro: "a ordem para retirar os lacres foi um desrespeito à assembleia dos servidores, que é a instância mais legítima para decidir as coisas dentro do Hospital. Foi uma atitude autoritária", disse.

TCU

Outras providências serão o envio ao Ministério da Saúde de perícias feitas a pedido da Justiça, em ações movidas pelo Sindsprev/RJ, sindicatos dos Médicos e dos Enfermeiros, comprovando a incompatibilidade do ponto biométrico com as funções exercidas pelos profissionais de saúde e os sérios problemas nunca resolvidos e que trazem prejuízos aos servidores. O diretor da Federação dos Médicos, Jorge Darzi, lembrou que categorias já conseguiram comprovar esta incompatibilidade, como os advogados da União e os trabalhadores em Educação.

Darzi relatou ter estado com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, instituição que vem cobrando a implantação do ponto biométrico. O representante do TCU se comprometeu a formar uma comissão à qual seriam levados os argumentos que comprovam que as condições de funcionamento dos hospitais não comportam o sistema de controle de frequência pela biometria. A deputada Enfermeira Rejane se comprometeu a levar a questão do ponto à Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Pública, no estado do Rio e em Brasília. “A pressão tem que ser feita também pelo Parlamento”, afirmou.

APH

A mobilização dos servidores do HFB é muito forte. Foi ela que obrigou o Ministério da Saúde a voltar atrás e a prever o pagamento do Adicional por Plantão Hospitalar (APH), de maio, em julho. O corte do APH estava previsto em função dos problemas no ponto biométrico. Para Sidney Castro,, a pressão da mobilização, que lotou assembleias, foi o motivo dessa importante vitória. “Mostramos que com a nossa unidade e mobilização era possível garantir o pagamento do APH”, avaliou.

Foto: Mayara Alves



Assembleia no HFB decide lacrar ponto eletrônico

A proposta foi aprovada em função dos prejuízos causados pelo mau funcionamento dos aparelhos aos profissionais e por serem incompatíveis com a forma de trabalho executado nos hospitais.
- Foto: Mayara Alves



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