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Funasa  

Mata-mosquitos ocupam Ministério da Saúde no Rio

03/02/2016

Servidores da Vigilância em Saúde (ex-Funasa) ocupam o Nerj
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Vigilantes em Saúde, mais conhecidos como mata-mosquitos, responsáveis pelo combate a vetores transmissores de doenças como a dengue e o zika vírus, ocuparam, nesta quarta-feira (3/2), por volta do meio-dia, o hall do gabinete da coordenação do Núcleo do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (Nerj), na Rua México, 128. Cobraram do governo as condições adequadas para realizar o seu trabalho. Segundo a diretora do Sindsprev/RJ Lúcia Pádua, o titular do Nerj, Paulo Henrique Melo, havia combinado de recebê-los. Os servidores exigiram também a solução de questões salariais.

Lúcia acusou o governo federal de displicência no combate ao aedes aegypti. “Ao mesmo tempo em que anuncia a programação de uma série de ações no combate ao mosquito, em função do número crescente de casos de microcefalia, por causa do zica, os profissionais federais que fazem este trabalho, cedidos às prefeituras do estado, estão sem o suporte necessário para realizar suas tarefas”, denunciou. Segundo Lúcia, em Caxias, por exemplo, as condições são desumanas: não há local adequado para guardar os materiais, roupas ficam misturadas aos pesticidas, não há chuveiro para o banho, nem água para beber. A dirigente do Sindsprev/RJ lembrou ainda que, quando o trabalho era centralizado na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), havia uma coordenação do serviço. Mas, com a decisão do governo federal de municipalizar o combate a endemias, os profissionais federais foram cedidos às prefeituras, pulverizando o serviço que passou a não funcionar com a mesma efetividade. Outra reivindicação é a da refederalização da atividade para que o combate ao mosquito e a outros vetores seja feito com eficácia.

“Outro problema é que o dinheiro federal para o combate às endemias não chega na ponta, se perde nos municípios, ninguém sabe para onde vai. Mas, certamente, não chega onde deveria, basta ver em que condições estes profissionais especializados trabalham”, afirmou.

Reivindicações salariais

Outros problemas são de ordem salarial. Entre eles a suspensão do pagamento da insalubridade aos servidores da Vigilância em Saúde transferidos de um município para outro. Mesmo quando esta transferência se completa, a verba só volta a ser paga após um técnico do governo atestar que o trabalho do servidor transferido é insalubre, o que pode demorar mais de um ano. No período de transição, o vale-transporte também é suspenso.

Os trabalhadores cobraram, ainda, a aprovação do projeto de lei 1030, que garante o pagamento da última parcela do acordo de greve assinado em 2012, que deixou de ser paga, como deveria, no início de 2015. O PL está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Se o governo respeitasse os direitos dos servidores, pagaria a última parcela sem necessidade do PL 1030. Outra reivindicação é o pagamento da Gratificação Executiva (GAE).






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