Por Olyntho Contente
Da Redação do Sindsprev/RJ
Enquanto a população pobre morre por falta de vagas nos Centros de Tratamento Intensivo (CTIs), o governo Cabral Filho proibiu que novos pacientes sejam encaminhados pela rede pública de saúde para os 18 leitos de CTI do Hospital Central do Iaserj. A ordem já está vigorando e foi comunicada pelo secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, à direção do Iaserj.
“A decisão do governador caracteriza omissão de socorro, o que é crime”, acusa a presidente da Associação de Funcionários do Iaserj, Mariléa Ormond. Segundo Mariléa, o objetivo é esvaziar as funções do Hospital, para permitir a sua demolição, dando lugar a um novo prédio do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
A Central de Regulação de Leitos de CTI da rede estadual de saúde, também instalada no Iaserj, passará a negar pedidos de internação no hospital, agravando a situação de falta de leitos de CTI na rede estadual, com a possibilidade de mais óbitos. Outras providências no sentido de esvaziar o Iaserj serão a desativação dos dois andares onde funcionam os serviços do Hospital de Infectologia São Sebastião, que foi fechado pelo governador Carbal, em 2008, passando a funcionar no Iaserj, do Rio Transplante e outros serviços prestados no Hospital Central do Iaserj.
Médicos se reúnem, amanhã
Como omissão de socorro é crime, a direção, chefes de departamentos e médicos do Hospital Central do Iaserj reúnem-se, nesta terça-feira, às 9 horas, no 8º andar do Pavilhão Clínico da unidade que fica na Rua Henrique Valadares, próxima à Praça da Cruz Vermelha. Vão decidir que atitude tomar em relação à decisão do governo do estado de negar leitos de CTI à população que precisa.