Servidores protestam contra Cabral Filho na porta do Hospital, após a assembleia
Foto: Alcyr Cavalcanti
Por André Pelliccione, da Redação do Sindsprev/RJ
Em assembleia realizada na manhã dessa quarta-feira 7, os servidores do Hospital Estadual Carlos Chagas debateram o teor do Decreto n° 42.533; a mobilização unificada do funcionalismo por reajuste e a luta contra a destinação de 35 leitos da unidade às UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), pretendida pelo governador Cabral Filho (PMDB).
Quanto ao Decreto nº 42.533, a assembléia alertou os servidores sobre as armadilhas do texto publicado pelo governador Cabral Filho no Diário Oficial do Estado de 28 de junho deste ano. O Decreto institui uma gratificação temporária condicionada à participação dos servidores num Programa de Capacitação para Aperfeiçoamento e avaliação semestral. Além de não ser paga aos aposentados, a gratificação será suspensa aos servidores da ativa em licença-prêmio ou para tratamento de saúde. “Mostramos que esse Decreto e a gratificação a ele vinculada são na verdade uma armadilha. Primeiro, porque a gratificação é temporária e poderá ser retirada por Cabral a qualquer momento. Segundo porque, na verdade, continuamos recebendo R$ 157,00 de salário-base e não tivemos reajuste, pois a verdadeira intenção de Cabral Filho é acabar com os servidores estatutários na saúde e no serviço público em geral. Isto está sendo feito para entregar a gestão dos hospitais às fundações de direito privado. Se nada fizermos para barrar, será o fim da saúde pública no Estado do Rio”, explicou a servidora da saúde estadual Rosimeri Paiva, atualmente lotada no Carlos Chagas.
Crítica à entrega de leitos para UPAs
Os servidores do Carlos Chagas também criticaram a intenção do governador de entregar 35 leitos do Hospital às UPAs, o que estava previsto para ocorrer na última segunda-feira (5/07). “A entrega dos leitos só não aconteceu ainda porque estamos nos mobilizando e todo servidor do nosso Hospital deve entender isso. Se as UPAs funcionam tão bem como diz o governador, por que então entregar nossos leitos para elas. Por que pacientes das UPAs vêm tomar suas injeções no Carlos Chagas?”, questiona Rosimeri.
A presença dos servidores do Hospital na assembléia geral da saúde estadual da próxima segunda-feira (12/07), na ABI, foi outro ponto destacado. Marcada para as 16h, a assembléia geral da ABI definirá um plano de lutas de todos os trabalhadores da saúde contra as políticas de desmonte do setor implementadas pelo atual governo, reafirmando a pauta unificada que pede reajuste, plano de carreira, concurso, condições dignas de trabalho e manutenção da saúde pública financiada por recursos públicos.