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Saúde Estadual  

Demitidos do Samu decidem voltar às ruas para exigir que Cabral cumpra acordo de reintegração

26/07/2010

Por Olyntho Conte e André Pelliccione
Da Redação do Sindsprev/RJ

Em assembléia, no dia 20 de julho, os demitidos do Samu decidiram intensificar as mobilizações para obrigar o governo Cabral Filho a cumprir o acordo feito, em abril, pelo Ministério da Saúde, e que previa o retorno gradual destes profissionais ao trabalho. Na avaliação da assembléia, é preciso voltar às ruas, com passeatas, ocupar prédios públicos e organizar nova caravana a Brasília para pressionar tanto o governo do estado, quanto o governo Lula, a cumprir o que foi acordado.

Pelo acordo, assinado em abril, depois de conversações com a Comissão de Demitidos do Sindsprev/RJ, intermediadas por um representante da Casa Civil da Presidência da República, o Ministério da Saúde propôs reintegrar 300 demitidos (180 técnicos de enfermagem e 120 condutores) para trabalharem nas 30 novas viaturas do Samu previstas para circular em breve no município do Rio. Segundo o coordenador geral de urgência e emergência do Ministério da Saúde, Clésio Mello de Castro, todos os que excedessem os 300 seriam lotados nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) até que mais ambulâncias fossem repassadas ao Rio pelo governo federal. A proposta constou de ofício protocolado em 29/04 pelo Sindsprev/RJ, no gabinete do próprio coordenador, que não apresentou objeções a seu conteúdo.

Cabral prejudica população

O acordo fechado em Brasília, no entanto, foi barrado pela secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil, cujo titular é Sérgio Côrtes, e pelo governador Cabral Filho. O resultado foi que no dia 13 de maio, durante nova reunião em Brasília, Clésio afirmou à Comissão do Sindsprev/RJ que a absorção desses demitidos ‘estaria condicionada à construção de novas Upas’, contradizendo sua fala anterior. “Já dissemos ao Ministério que queremos a reintegração de todos os demitidos. Somos samuzeiros com orgulho desse uniforme e acreditamos nessa luta. Vamos até o fim”, afirmou o membro da Comissão de Demitidos do Samu, Leandro Santos Vabo.

Os civis demitidos do Samu (mais de 1.500) foram substituídos por bombeiros, como parte da militarização da Saúde do estado. A mudança prejudicou a população de áreas carentes, onde o Samu militarizado não pode entrar devido ao fato de muitos bombeiros fazerem parte de milícias. Outro motivo que prejudica a população é a falta de preparo dos militares para prestar a assistência com a mesma qualidade dos civis demitidos. Apesar de tudo isto, o governador Cabral barrou o acordo assinado em Brasília.






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