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Saúde Estadual  

Servidores fazem ato de resistência à desativação do Hospital do Iaserj

08/12/2010

Por Olyntho Contente

Da Redação do Sindsprev/RJ

 

Funcionário servem 'Sopa da Miséria' durante ato em defesa do Iaserj

Foto: Niko

 

Servidores do estado realizaram, na quarta-feira (8/12), um ato de resistência à desativação do Hospital Central do Iaserj, que fica na Avenida Henrique Valadares, 107, próximo à Praça da Cruz Vermelha. Eles permaneceram em vigília durante todo o dia para evitar que o governo do estado levasse os equipamentos da unidade. O plano do governador Cabral Filho e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, é desativar e em seguida demolir o Hospital Central do Iaserj, para que, em seu lugar, o Instituto Nacional do Câncer construa sua nova sede.

 

Os vários dirigentes sindicais, funcionários do Iaserj e servidores de diversos setores do funcionalismo estadual, presentes ao ato, foram unânimes em destacar a ilegalidade do ataque do governador Cabral ao Iaserj. “O Hospital do Iaserj é um patrimônio do servidor do estado. Foi construído em 1957 com o desconto feito no contracheque de cada funcionário estadual e não pode o governador se apossar dele, cedê-lo, como fez, ao Inca, que irá demoli-lo para ampliar suas instalações. Isto é um crime”, afirmou a presidente do Associação de Funcionários do Iaserj, Mariléa Ormond.

 

Ampliar a resistência

 

Mariléa acrescentou que para barrar as intenções de Cabral e Côrtes, é necessário ampliar as mobilizações, dentro e fora do Iaserj, para impedir que a unidade seja demolida. “No dia 14, vamos fazer uma grande manifestação, outra vez no pátio do Iaserj, com show musical e distribuição de brindes. Vamos defender com unhas e dentes este hospital que é nosso e de todos os funcionários do estado por lei”, afirmou.

 

O diretor do Sindsprev/RJ, Júlio Tavares, acusou o presidente Lula e o prefeito Eduardo Paes de implementarem junto com Cabral uma política de desmonte e privatização dos hospitais públicos. “Sérgio Cabral Filho não está sozinho. Lula e Paes estão com ele implantando esta política que beneficia os grupos privados e prejudica a população, principalmente a parte mais carente dela”, afirmou. Lembrou que Cabral já desativou dois hospitais. Um deles, o Pedro II, privatizou, entregando-o para uma Organização Social (OS) ligada à Prefeitura do Rio. “E Lula tem na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 92, que cria as fundações de direito privado para privatizar os hospitais federais”, lembrou.

 

Côrtes proíbe internação de pacientes com meningite

 

Outro dirigente do Sindsprev/RJ, Edilson Mariano Gonçalves, acusou o Ministério Público de omissão no caso do Iaserj. “Várias denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público do Estado, uma delas, entregue pessoalmente pela presidente da Afiaserj ao presidente do MP do estado Cláudio Soares Lopes, e nada foi feito para cancelar a cessão do Iaserj ao Inca, feita pelo governador Cabral, nem para impedir o processo de licitação para a demolição do hospital que é dos servidores, sendo atos ilícitos, tanto a cessão, quanto a planejada demolição”, afirmou o dirigente.

 

Mariano denunciou a ordem do secretário Sérgio Côrtes à direção do Hospital de Infectologia São Sebastião (que funciona dentro do Iaserj) para que recuse a internação de adultos e crianças com doenças infecto-contagiosas, como meningite, Aids e leptospirose. O dirigente classificou a medida como um crime bárbaro. “Não se pode conceber que o governador e o secretário de Saúde ordenem aos médicos que não internem crianças e adultos com doenças tão graves. Fazer isto é condená-los à morte”, afirmou.

 

Críticas aos conselhos

 

O presidente do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Enfermagem, Roberto Pereira, acusou os conselhos de saúde de também se omitirem na fiscalização dos atos do governador Cabral sobre as unidades de saúde. “A gente não vê os representantes dos conselhos, por exemplo, defendendo o Iaserj, contestando as decisões do governador e do seu secretário. Os conselhos estão omissos”, disse. Roberto acrescentou que via a mesma omissão por parte do Ministério Público. “No estado de direito democrático estas instituições, assim como a Assembléia Legislativa do Estado (Alerj), têm a obrigação de fiscalizar os atos do governo. Mas o MP não fez nada até hoje e a maioria dos deputados da Alerj apóia a política do governador Cabral de sucateamento e privatização dos hospitais públicos”, frisou.






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