Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Saúde Estadual  

Assembleia suspende greve da saúde do estado

01/07/2014

Ato público e assembleia da saúde estadual realizados nessa terça-feira (1º/07), na rua México 128
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente e André Pelliccione

Em assembleia no último dia 1º, na Rua México 128, os servidores da saúde estadual decidiram suspender a greve da categoria iniciada em 7 de maio. O grande avanço foi a organização política e a força demonstrada pela categoria, principalmente no prédio, já que as conquistas econômicas não chegaram perto das reivindicações apresentadas, tendo o governo Pezão/Cabral, inclusive, desrespeitado o acordo assinado com o Comando de Greve, enviando à Assembleia Legislativa (Alerj) projeto de lei rebaixado.

A avaliação foi de que não havia mais sentido em manter a paralisação, já que a lei que descumpriu o acordo tinha sido aprovada e não havia mais como pressionar por mudanças significativas devido aos prazos eleitorais. “Mesmo assim vamos nos manter mobilizados, marcando novas assembleias e atos, quando for necessário, e já sinalizando com a possibilidade de nova greve em janeiro, como parte da luta por um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) decente”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ Denise Nascimento, durante a assembleia. O Comando de Greve foi transformado em Comando de Mobilização. Além de organizar os próximos passos da luta, o CM irá cobrar mudanças em erros de data que foram verificados na lei aprovada. Um deles é o que prevê a incorporação da segunda parcela da Geeled em 1º de maio, quando o certo é 1º de janeiro. 

O que prevê a lei

Antes da greve, o governo Cabral negava-se a negociar. Ao longo da paralisação, com a realização de atos e assembleias lotadas, essa posição foi se modificando. No fim de junho, nas negociações com o Comando de Greve, o secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, firmou acordo prevendo a incorporação da Geeled pelos valores recebidos por cada servidor, o que não ocorreu. O projeto de lei enviado pelo Executivo à Alerj previa a incorporação pelo menor valor da gratificação, exceto para o nível superior.

Outro ponto descumprido pelo governo foi quanto ao adicional de insalubridade, que, no projeto de lei, ficará congelado. Ou seja: condenado à progressiva desvalorização.

Para se ter uma ideia da perda imposta aos servidores na Geeled, o governo quer incorporar, para um servidor de nível elementar, o valor de R$ 195,00 contra R$ 292,00; para um servidor de 1º grau, R$ 260,00 contra R$ 390,00; para o de 2º grau, R$ 404,00 contra R$ 525,00. Na proposta do governo, as diferenças entre os menores e maiores valores seriam pagos sob a forma de VPNI (Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada).

Independentemente dos valores menores ou maiores, a Geeled será incorporada da seguinte forma: 65%, agora (julho) e os 35% restantes, em janeiro de 2015. A gratificação ‘Encargos SES’ será incorporada integralmente agora. A insalubridade será paga para durante um ano pelo mesmo valor (R$ 100) a todos. Além disso, como parte de uma política de engessar a luta nos próximos anos, o governo impôs reajuste de 6%, em julho de 2015 e julho de 2016. A lei prevê ainda a implantação de um novo PCCS dentro de 12 meses.

Assembleia de servidores da saúde estadual decidiu pela suspensão da greve e continuação da luta por reajuste (foto: Fernando França)






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec