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Saúde Estadual  

Assembleia do Azevedo Lima aprova luta contra transferências

27/03/2015

Em assembleia, servidores elegem Núcleo Sindical, ferramenta de luta contra transferências e privatização do Azevedo Lima
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Os servidores estatutários do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, aprovaram, na sexta-feira (27/3), o fortalecimento da luta contra as transferências que chegaram a ser impostas pela “organização social” que passou a administrar a unidade, ainda no governo Sérgio Cabral. Mostrando força e unidade, o funcionalismo do hospital lotou o auditório do Centro de Estudos.

Além dos diretores do Sindsprev/RJ Sebastião de Souza, Mariá Casanova, Clara Fonseca e Guaraciara, participou da assembleia a coordenadora de Recursos Humanos do Azevedo Lima, a assistente social Tarcila Gonçalves Duro. Ele disse que foi um mal-entendido a ordem que a O.S. deu através dela para que os servidores estatutários pedissem transferência para outras unidade num prazo de 90 dias. “Eu errei quando disse que teriam 90 dias para isso. Peço desculpas”, afirmou aos mais de 100 servidores presentes à assembleia. “O processo é voluntário. Quem desejar ir (para outro hospital) pode fazer o pedido, se quiser. Ninguém é obrigado. A partir do momento em que o pedido é feito é que começariam a contar os três meses. Eu interpretei errado”, admitiu.

Tarcila, que representa o secretário de saúde, Felipe Peixoto, no Azevedo Lima, foi enfática ao ir mais além e afirmar: “Mesmo os que já tiverem encaminhado o pedido, mas decidirem voltar atrás, é só solicitar que o documento será rasgado”, acrescentou.

Eleição do Núcleo

A diretora do Sindicato, Mariá Casanova, destacou o fato de que a pressão dos funcionários e a articulação parlamentar fizeram com que o governo recuasse das transferências. Lembrou que os servidores não poderiam ter sido pressionados a pedir transferências, como aconteceu durante meses, e que é preciso resistir e permanecer no Azevedo Lima. “Vocês tem o direito de permanecer no hospital e, caso continue o assédio para que assinem algum documento em contrário, denunciem ao Sindicato para que tomemos as medidas cabíveis”, alertou.

Mariá disse ainda que outra medida para fortalecer a luta contra a privatização, através da OS, é a refundação do Núcleo Sindical. “É uma ferramenta importante para a nossa luta e uma representação do Sindsprev/RJ no local de trabalho”, afirmou. No fim da assembleia foi aprovada por unanimidade a refundação do núcleo composto pelos seguintes nomes: Denise Figueiredo, Geovana Nogueira, Rosária, Antenora, Jociara, Dinorah, Laura Barreira, Sandra Amorim, Gaíra, Vera Lúcia, Elizete, Paulo Fernando, Deise, Carmem e Eliana.

Também diretor do Sindsprev/RJ, Sebastião de Souza, disse que no seu entender quem tem que sair não são os servidores, mas a OS. “Com a OS vem o assédio moral, que adoece as pessoas, o desvio de recursos públicos, a queda na qualidade dos serviços prestados à população. O que melhora o atendimento não é a privatização, mas mais recursos para a saúde, que está abandonada pelo governo Pezão, e concurso público”, disse. Frisou que a política privatista de Cabral e Sérgio Côrtes é a mesma de Pezão e Felipe Peixoto.

Clara Fonseca, dirigente da Regional Oeste do Sindsprev/RJ, lembrou que foram a resistência e a permanência dos estatutários as responsáveis pela derrota da política privatizante do ex-governador Marcello Alencar, feita através de cooperativas. “O mesmo deve ser feito agora, com as OS”, avaliou. Clara lembrou que um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), levantou uma série de irregularidades na relação das organizações sociais com a secretaria de saúde do estado. “Há inclusive indícios de desvio de milhões em recursos públicos. Tem que haver uma Operação Lava a ato na saúde estadual. Há uma dívida de R$ 700 milhões do governo estadual com as OS, numa relação que não tem amparo constitucional ou legal que tem que ser investigado”, afirmou.

Fraude

Durante a assembleia foi feita denúncia de que vários servidores do Hospital Azevedo Lima estavam cadastrados como empregados da OS que administra a unidade. O diretor Sebastião disse que, se confirmado, o fato pode ser caracterizado como fraude, levantando a suspeita de que foi feita para desviar recursos. O cadastramento foi constatado por coincidência, quando alguns estatutários colocaram a digital no ponto biométrico e foram identificados como empregados da OS. Sebastião adiantou que o Sindsprev/RJ irá estudar que medidas vai tomar neste caso.


Coordenadora do RH afirmou que transferências não são obrigatórias e nem têm prazo para serem feitas
(Foto: Fernando França)



Assembleia no Azevedo Lima

Os servidores estatutários do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, aprovaram, nesta sexta-feira (27/3) o fortalecimento da luta contra as transferências que chegaram a ser impostas pela “organização social” que passou a administrar a unidade, ainda no governo Sérgio Cabral. Mostrando força e unidade, o funcionalismo do hospital lotou o auditório do Centro de Estudos.
- Foto: Fernando de França



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