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Saúde Estadual  

Sucateamento e desrespeito aos servidores estatutários continuam no Hospital Carlos Chagas

17/04/2015

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Os problemas denunciados em dezembro do ano passado pelo Sindsprev/RJ e os servidores do Hospital Estadual Carlos Chagas continuam os mesmos. Passados 4 meses, nenhuma providência foi tomada pelo governo Pezão (PMDB) para solucioná-los.

Na sala satélite, onde é realizada a desinfecção dos materiais utilizados nos pacientes, continua sendo usado ácido peracético, denunciado pelos servidores como cancerígeno.

Quanto aos aparelhos da Endoscopia, há cerca de um ano foram enviados para conserto, mas, até hoje, ainda não retornaram ao Hospital. Resultado: os pacientes que precisam do exame têm de procurar outras unidades da rede ou mesmo pagar por endoscopia numa clínica particular, o que é inaceitável.

O sucateamento do Hospital atinge também a falta de materiais básicos, como seringas, e até de medicamentos como Antak, utilizado no tratamento de úlceras.
 
Servidores exigem transparência

Outro problema denunciado pelos servidores é a situação da cantina do Hospital. Os trabalhadores querem saber se foi realizada licitação para que alguma empresa assuma a administração da cantina. “Queremos transparência de verdade. Exigimos transparência total. Até agora ninguém sabe se houve licitação e, se houve, com base em que critérios”, questiona a diretora do Sindsprev/RJ Rosimeri Paiva (Rose), servidora da saúde estadual lotada no Carlos Chagas.

Segundo ela, um dos principais problemas do Hospital é a entrada de ‘Organizações Sociais’ (O.S.) e da Fundação Saúde do Rio na unidade. “Não temos nada contra os trabalhadores das O.S. e da Fundação. O que somos contra é o ataque que estão movendo contra os servidores estatutários, pressionados a cobrir faltas dos trabalhadores da Fundação Saúde do Rio. Estranho é que a Fundação diz que os estatutários não têm qualificação para trabalhar com eles, mas não deixam de requisitar os estatutários para essas coisas”, disse.

Uma das principais reclamações dos estatutários também é o fato de não serem remunerados por plantões extras, o que não acontece com os trabalhadores vinculados à Fundação de Saúde do Rio. “A situação é totalmente absurda. Não bastasse isso tudo, continuamos há 16 anos sem reajuste salarial. Acho, sinceramente, que os servidores deveriam se inscrever no Bolsa-Família ou no Minha Casa-Minha Vida pra ver se conseguem alguma coisa do governo”, ironiza Rose.
 
De acordo com denúncias dos servidores do Carlos Chagas, os salários dos trabalhadores vinculados às O.S. (que atuam nos CTIs Adulto e Pediátrico) e às empresas prestadores de serviço estão em atraso. É o caso dos funcionários das empresas AVX, Construir (limpeza) e Facility (refeitório). Na AVX, além do salário, estão atrasados o tíquete-refeição e o bilhete único.

“Essas empresas promovem uma super-exploração sobre os trabalhadores, que nunca têm uma data certa de pagamento. Nas O.S. o pagamento atrasado só saiu após os servidores fazerem uma paralisação. No dia 18/04, houve faltas de alguns maqueiros da AVX e aí os funcionários da limpeza foram obrigados a fazer os serviços das maqueiros. Pra piorar, os servidores deficientes da câmara escura estão sem pagamento há 4 meses e só receberam a metade do décimo-terceiro. O que esses governantes querem com esse projeto privatista é dividir os trabalhadores, impondo diferenças salariais e precarizando o serviço. Não podemos aceitar, concluiu Rose.

 

 






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