Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Saúde Estadual  

De volta à luta: conjuntura difícil impõe retomada das mobilizações na saúde estadual

02/10/2015

Por Avanir Carvalho Pontes*

Os servidores públicos estaduais sempre acham que, quando um governo começa, ele não será pior que o seu antecessor, mas, ultimamente, é isso que têm sofrido desde o segundo governo de Brizola.

O Estado do Rio de Janeiro poderia fazer um governo que servisse de exemplo na política salarial de seus servidores para os demais estados do Brasil. O tratamento dispensado a seus servidores públicos, no entanto, deixa a desejar. O governo tornou a política de recursos humanos uma colcha de retalhos porque desrespeitou o Regime Jurídico Único (RJU), não cumprindo a Lei 1608/90, que, é bom lembrar, está em vigor. O segmento que tiver poder de pressão consegue valores salariais bem mais altos do que aqueles que não têm esse diferencial. Como exemplo, temos os salários do Judiciário, do Legislativo - que são bem altos - e os da maioria dos vencimentos dos cargos do Executivo. Com essa diretriz de dividir para governar, o governo provocou a dispersão dos diversos segmentos da categoria “servidores públicos estaduais”, o que dificulta ao próprio Governo, por exemplo, estabelecer uma data-base e uma tabela salarial única, que contemple os cargos de todos os níveis de escolaridade da categoria, nos três poderes.

O que temos agora: diversos planos de cargos e salários, denominação equivocada porque servidores públicos não recebem salários, mas vencimentos, e com isso a política salarial não se sustenta, haja vista o fato de os servidores se mobilizarem dentro de seus segmentos para reivindicar melhorias em seus vencimentos. A roda gira de acordo com o poder de pressão ou de padrinhos políticos, com os quais alguns segmentos se comprometem em arranjar votos para que se reelejam. Alguns servidores se agarram em deputados estaduais, ao presidente da Alerj e até ao próprio governador, quando são filiados ao mesmo partido ou a partidos políticos da base aliada deles. Esquecem que governos passam e a categoria precisa se firmar e criar uma estratégia que lhe possibilite planejar, organizar e conduzir suas reivindicações, visando a recuperação de seu poder de compra. Para isso é necessária a adoção de outra postura, voltada à união dos servidores. Uma das opções é através da reativação do  Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), congregando todos os sindicatos e associações representantes dos segmentos da categoria.

*Avanir Carvalho Pontes é dirigente do Sindsprev/RJ






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec