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Saúde Estadual  

Protesto exige de Pezão reabertura do Hospital Universitário Pedro Ernesto

29/01/2016


Servidores do Hospital Pedro Ernesto concentram-se em frente ao Maracanã, de onde foram em passeata até a Av. 28 de Setembro, para protestar contra as políticas de sucateamento implementadas pelo governador Pezão (PMDB) e exigir a imediata reabertura da unidade

Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Um grande protesto que se iniciou na frente do Estádio Mário Filho, o Maracanã, nesta sexta-feira 29 pela manhã, exigiu do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) a reabertura do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Participaram servidores da saúde, em sua maioria estatutários, terceirizados e residentes da própria unidade, que sofre um sucateamento proposital, com suspensão de todos os recursos estaduais e federais que recebia.

O Maracanã foi escolhido como local para o início da manifestação (que depois seguiu em passeata até o Hupe), para denunciar a política dos governos Cabral Filho e Pezão, de gastar o dinheiro público com obras caríssimas para eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, deixando de lado setores realmente importantes para a vida da população, como saúde, educação, transportes e habitação. Uma grande faixa expressava a preocupação com o drama que afeta o povo do estado e os servidores da saúde diante dessa política e do fechamento de hospitais: “Se ficar doente venha ao estádio, não temos hospital”.

Para a diretora do Sindsprev/RJ Mariá Casanova, Pezão mente quando diz que não tem recursos para viabilizar o funcionamento dos hospitais e o pagamento em dia dos salários dos servidores do estado. “Isso é invenção para sucatear os hospitais e suspender o funcionamento deles, como fez com o Pedro Ernesto, e em seguida entregá-los para organizações sociais, que são na verdade grupos privados. Dinheiro tem, mas Pezão quer privatizar a saúde”, afirmou. Outro diretor da entidade, Luiz Fernando Silva, concordou com Mariá. Acrescentou que Pezão, apesar da alegada crise, tem posto em prática uma política de renúncia fiscal, beneficiando com a isenção do pagamento do ICMS diversas empresas. “Fora o pagamento, em dia, da dívida junto aos bancos. Então fica claro que Pezão, assim como Cabral, Dilma Roussef (PT) e Eduardo Paes (PMDB), privilegia os interesses dos grandes grupos privados e abandona todos os serviços que atendem à população. Mesmo assim, não falta dinheiro”, acrescentou.

Fora Pezão

Os manifestantes, concentrados desde as 9 horas em frente ao estádio, seguiram em passeata até o Hupe, às 11 horas. Um cartaz trazia os dizeres “Estado assassino”, responsabilizando as autoridades pelas mortes dos pacientes que não encontram mais atendimento em função do desmonte e da desativação dos hospitais do estado. A passeata seguiu dando um recado do que se precisa fazer para barrar o sucateamento e a privatização: “A nossa luta unificou residente, terceirizado e servidor”. Outra palavra de ordem muito repetida foi “Fora Pezão”.

A coordenadora do Fórum em Defesa da Saúde Pública, Maria Inês Bravo, chamou a atenção para o que talvez possa ser o próximo passo do governador: a privatização da educação. “Em Goiás isto vem sendo feito, até porque a lei das organizações sociais foi feita autorizando o funcionamento delas em outros setores, como educação, cultura e por aí vai. E esse projeto só não vai vingar se a população for para as ruas, juntamente com os servidores”, alertou. O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, disse que já há motivos suficientes para pedir o afastamento de Pezão. Segundo o dirigente, o governador cometeu crime de responsabilidade ao não destinar os recursos previstos no Orçamento do Estado para a saúde, apesar disso ter sido determinado, inclusive, pela Justiça, e por inviabilizar o funcionamento de diversos hospitais, colocando em risco a vida de toda a população. Acrescentou que diversas entidades já fizeram denúncia ao Ministério Público do Estado, para que se instaure inquérito e peça o afastamento de Pezão.

Apoio popular

Às 11h06, na Rua Waldir Amaral, a passeata foi saudada com lenços brancos por moradores dos prédios próximos. Policiais militares, desta vez, se limitaram a acompanhar o protesto. A manifestação parou o trânsito. A servidora do Hupe e dirigente do Setorial de Saúde da Central Popular e Sindical ( Conlutas), Perciliana Rodrigues, disse que foram suspensos todos os recursos, tanto do orçamento estadual quanto do Fundo de Saúde (municipal) destinados ao Pedro Ernesto. “Está em andamento todo um projeto orquestrado que tenta inviabilizar o funcionamento do hospital universitário, para entregá-lo, sem resistência por parte da população, a uma organização social. Inclusive, desde a terça-feira última, as empresas terceirizadas prestadoras de serviço de limpeza, segurança e rouparia estão rescindindo os contratos com o Hupe”, denunciou.

 Às 11h18, a passeata entrou pela Avenida 28 de Setembro, parando em frente ao hospital. Os manifestantes sentaram no asfalto, mantendo interrompido o trânsito. Às 11h19 cantaram o Hino Nacional. O diretor do Hupe, Ricardo Vieira, foi até o carro de som para dar o seu apoio à luta dos servidores, residentes e terceirizados. Disse que a crise é a maior em toda a história do Hospital Pedro Ernesto e ocorre como consequência do corte integral de recursos públicos. “Saúdo esta manifestação com quem me solidarizo”, disse ele. O vereador Renato Cinco (PSOL) disse que, como no governo Fernando Henrique Cardoso, Pezão, assim como Dilma e Paes, aprofunda a política de privatização posta em prática em vários setores, além da saúde.


Fotos: Mayara Alves

 

 






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