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Saúde Estadual  

Servidores do Azevedo Lima celebram 1 ano de Núcleo Sindical e preparam paralisação

10/03/2016

Assembleia e comemoração do aniversário de um ano do Núcleo Sindical do Azevedo Lima: resistência
foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

A história da reconstrução do Núcleo do Sindsprev-RJ no Hospital Estadual Azevedo Lima se confunde com a luta da categoria contra a privatização e a ameaça de ser involuntariamente afastada de seu local de trabalho. Na comemoração do primeiro ano de vida do núcleo, quando os servidores celebraram os resultados dessa atuação conjunta, outra vez a luta emergencial por direitos desrespeitados pelo governo estava em pauta: a preparação da paralisação de 72 horas programada para ocorrer de 15 a 17 de março próximos, como parte da mobilização do funcionalismo estadual que enfrenta o pacote de medidas que o governador Luiz Fernando Pezão tenta impor.

A atividade foi realizada, na quinta-feira (10), nas dependências do hospital, no Fonseca, em Niterói. Cerca de 40 servidores participaram. Teve bolo e lanche ao final. E um momento de emoção quando a servidora Mariá Casanova, dirigente do Sindsprev-RJ e funcionária da unidade, foi homenageada. “É o símbolo da nossa luta, é o símbolo da mulher guerreira, não fosse ela, nós nem estaríamos aqui reunidos”, disse a servidora Cristiane Dutra, da coordenação do Núcleo Sindical.

Mariá destacou a dedicação ao hospital, ao serviço público e à luta, que esbarram nas políticas aplicadas por esse e por governos anteriores. E descreveu o drama vivido pelo servidor público estadual diante da gestão Pezão. “[A gente] fica com a luz cortada, com o síndico cobrando... não é justo, por que eu trabalhei, como todos vocês trabalharam, durante todos esses anos. Não dá mais para suportar um governo como esse”, disse. “É por isso que existe esse núcleo e esse núcleo vai continuar, para defender um servidor sem salário, sem 13º e encurralado no trabalho”, afirmou.

Luta diária

A assistente social Jeane Mattos, há 31 anos no Azevedo Lima, saudou a importância do núcleo e defendeu uma atuação cotidiana para reverter o desânimo que avalia ter se abatido sobre a maioria dos servidores. “O núcleo deveria passar a se reunir todos os dias com os servidores”, disse. Nessas reuniões, observou, se vai ouvir muita gente dizendo que já ‘não acredita mais em nada’, porém a persistência da organização dos servidores acabara tendo resultados e o servidor perceberá que, se não fizer nada, a situação que é ruim ficará cada vez pior.

O diretor do Sindsprev Sebastião Souza, o Tão, parabenizou os servidores pela atuação do núcleo e deu ênfase à resistência à privatização e às ameaças que representam as organizações sociais para a saúde pública. “OS para nós é máfia, basta ver o que aconteceu no Hospital Pedro II, na Zona Oeste”, criticou. “Queremos a gestão pública e concurso público”, defendeu.

Com a presença majoritária de servidoras, o Dia Internacional das Mulheres trabalhadoras foi mencionado mais de uma vez durante a comemoração. “A homenagem que está acontecendo aqui está muito associada ao 8 de março, vocês são guerreiras”, disse a nutricionista e também servidora estadual Cintia Teixeira, representando a CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular). Ela reforçou o chamado à participação da paralisação de 72 horas e frisou que no dia 16 haverá um ato no Rio que seguirá até o Palácio Guanabara, sede do governo.

Público versus privado

O vereador Paulo Eduardo Gomes também parabenizou o aniversário do Núcleo Sindical, mas assinalou que não há muito o que se comemorar diante do que está acontecendo com os serviços públicos. Ele criticou o governo por aplicar uma política que vê a gestão dos hospitais sob a lógica empresarial e que persegue os servidores. “Temos um estado que descumpre a Constituição, estamos caminhando para 27 anos de descumprimento de um preceito constitucional”, disse sobre o desrespeito à determinação legal de criação de planos de cargos e salários para o funcionalismo estadual, jamais cumprida. “São pilantras que abocanham o que é público”, disse, referindo-se a esses governantes. O parlamentar estava acompanhado do assessor Fernando Tinoco, que chegou um pouco antes ao local.

A diretora médica Giselle Motta e o diretor técnico Márcio Huthmacher também participaram da cerimônia, ambos em cargos definidos pela OS que controla o hospital, o Instituto Sócrates Guanaes. Giselle, no entanto, se retirou antes, após questionar a presença do assessor do vereador Paulo Eduardo Gomes. À reportagem do Jornal do Sindsprev-RJ, o diretor técnico minimizou o ocorrido. “Não houve incidente”, disse. Com relação à paralisação e à possível greve, disse que é um direito dos servidores e é justo que a categoria se mobilize.

Para Fernando Tinoco, que com frequência apoia as atividades dos servidores em Niterói, o que se deu decorre do incômodo que causam as denúncias que estão sendo feitas em torno de irregularidades nas organizações sociais. “Mas nós vamos continuar vindo, não podemos abaixar a cabeça, vamos continuar denunciando”, disse, também à reportagem.
Vários servidores destacaram, durante a assembleia, a contribuição de Tinoco para a defesa da saúde pública e as lutas dos trabalhadores em Niterói.

Assembleia

Ao final, foi reforçado o convite para que a categoria participe da assembleia geral convocada pelo Sindsprev-RJ para o dia 17 de março, na sede do sindicato, quando poderá ser decidida a greve por tempo indeterminado.


Foto: Fernando França


Foto: Fernando França


Foto: Fernando França






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