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Saúde Estadual  

Greve no estado ganha adesões e ato reafirma unidade para enfrentar governo Pezão (PMDB)

06/04/2016

Ato unificado do funcionalismo público estadual, que foi em passeata ao Palácio Guanabara para exigir pagamento em dia
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Os servidores estaduais do Rio de Janeiro deram uma demonstração de unidade na tarde desta quarta-feira (6), na manifestação que reuniu trabalhadores de diversas áreas e marcou a entrada em greve de mais setores da categoria – entre eles, a saúde estadual, que inicia a paralisação por tempo indeterminado, ainda em construção.

O protesto unitário, iniciado no início da tarde no Largo do Machado, terminou, já à noite, em frente ao Palácio Guanabara, onde uma comissão foi recebida pelo secretário de Estado do governo, Affonso Henriques Monerat. Ele prometeu a abertura de negociações efetivas – com a primeira reunião marcada para o dia 13 de abril, em horário a ser definido até o dia 8.

Os manifestantes representavam variados segmentos do funcionalismo e expuseram, nos discursos, a intenção de valorizar a os laços que os une. Falas duras criticaram o governo pelo que qualificaram de tentativa de dividir os servidores ao propor negociação em separado com professores.

"Quando eles atacam a gente em bloco, é bom que a gente responda em bloco também", disse, à reportagem, o professor de Geografia Bruno Nascimento, que considerou inaceitável que, após o contracheque ser corroído pela inflação de 2014 para cá, ver o governo pautar não a reposição, mas possível parcelamento dos já atrasados salários. "É com a força dessa greve que a gente quer [mudar isso], e alcançar o reajuste", disse. 

Trabalhadores e estudantes se concentraram desde a primeira hora da tarde desta quarta no Lago do Machado. Perto dali, no clube Hebraica, a assembleia da rede estadual da educação, convocada pelo sindicato da categoria (Sepe-RJ), reunia uma multidão de educadores, que aprovaram a continuidade da greve.

Pouco antes das 15 horas, eles caminharam os cerca de mil e quinhentos metros que separam a Hebraica do Largo do Machado para se juntar aos demais servidores e estudantes que participavam do ato. Perto das 16 horas, todos saíram em passeata pela rua das Laranjeiras, que ficou tomada nos cerca de mil metros que se estendem de seu início até a rua Pinheiro Machado, próximo da sede do governo, no Palácio Guanabara.

Estudantes

As estudantes Marinea Coutinho e Isabella Soares, do Instituto de Educação Rangel Pestana, de Nova Iguaçu, chegaram cedo ao ato. Disseram que participam em solidariedade à luta dos professores, profissão que, em breve, esperam abraçar. "Quando nos formarmos professores vamos passar pelas mesmas [dificuldades] que eles", disse Marinea. "Temos visto a luta deles e viemos apoiar", assinalou Isabella – que criticou a deterioração, de 2015 para cá, das condições da escola em que estudam.

Saúde estadual

O ato conjunto no Palácio Guanabara, onde as duas pistas da Pinheiro Machado foram ocupadas pelos manifestantes, marcou a adesão de novos setores à greve no estado, até aqui concentrada na rede estadual de educação e nas universidades e institutos estaduais.

Aderiram à paralisação, entre outros, os servidores da Justiça estadual, do Detran e da saúde – onde os dirigentes sindicais e ativistas trabalham para construir e consolidar o movimento em cada unidade. "A greve por tempo indeterminado começou no Azevedo Lima, onde já comunicamos à direção do hospital e estamos organizados", disse a servidora Cristiane Dutra, do Núcleo Sindical do Sindsprev-RJ nesta unidade de Niterói. Ao lado de outros servidores da saúde estadual, ela participou do ato conjunto e ajudou a levar a defesa da saúde pública para as ruas.

A servidora avalia o primeiro dia de greve como muito positivo. O governo tentou, disse, desarticular o movimento sinalizando que receberia apenas o sindicato dos educadores (Sepe-RJ), mas não conseguiu. A direção do Sepe disse que a reunião deveria ser com as representações do Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Estaduais), o que acabou ocorrendo. "Acho que o governo não contava que todos os setores se unissem. O movimento está forte e ainda temos o apoio dos estudantes", disse Cristiane.

Ato Dia Mundial da Saúde

Nesta quinta-feira (7), Dia Mundial da Saúde, os servidores devem participar do ato convocado para começas as 9 horas da manhã, no Maracanã. A concentração será na estátua de Beline, de onde os manifestantes vão sair em passeata até o Hospital Universitário Pedro Ernesto, na av. 28 de Setembro, em Vila Isabel.

O ato é convocado pelo Fórum de Saúde, com apoio de sindicatos, e defenderá a rede hospitalar pública, criticará a terceirização da gestão e consequente privatização dos hospitais por meio de organizações sociais, empresas como a Ebserh e fundações. O Sindsprev-RJ participará.






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