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Saúde Estadual  

Só uma forte greve na saúde do estado vai garantir o atendimento das reivindicações

02/09/2016

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Antes da votação da retomada da greve, aprovada em assembléia da saúde estadual na última quinta-feira (1º/9), os servidores dos diversos hospitais do estado fizeram avaliação sobre a luta da categoria, o posicionamento do governo nas negociações e a própria retomada da greve. Comum nas falas dos servidores que se sucederam foi o entendimento de que a greve só será vitoriosa se contar com uma forte adesão, sendo fundamental para isto uma bem organizada articulação entre os profissionais dos vários hospitais, com a eleição de núcleos sindicais ou comissões representativas em cada unidade e a participação efetiva da categoria na greve e na sua organização.

Para Carlos Moreno, servidor do Hospital Azevedo Lima, é vital, também, agilidade na comunicação de tudo o que acontecer de importante durante a greve, para a categoria, incluindo aí o resultado de assembléias e negociações. Para isto, defendeu um trabalho conjunto da direção do Sindsprev/RJ com as comissões ou núcleos de base que formariam um comando de greve.

Na sua fala, Cristiane Dutra, do Hospital Ary Parreiras, defendeu que este comando fosse o responsável pela organização da paralisação e negociações com o governo. Na sua opinião, para se chegar a um resultado positivo e conquistar avanços, além do movimento ter que ser forte, nele todos os servidores têm que ter participação ativa, além de paralisar suas atividades estar presentes e ajudar a organizar manifestações, como ocupações e passeatas, além de participar das assembléias e mobilizar os colegas para fazerem o mesmo, explicando a importância da adesão à greve.

Suely de Oliveira, do Eduardo Rabelo, frisou que a greve tem que ter muita força para garantir que as reivindicações, como o Plano de Carreira, Cargos e Salários, sejam atendidas. “Não podemos ficar parados esperando que alguma coisa caia do céu porque já vimos que se não formos duros, firmes, não vamos conseguir nada. O principal objetivo do governo Dornelles, mais ainda agora com o Temer, é acabar com nossos direitos e com a própria existência do servidor público. A hora de ir à luta com força é agora”, afirmou.

Wilka, do Ary Parreiras, concordou. “Temos que sair daqui e conversar com nossos colegas. Mostrar a eles que não temos saída, senão a greve para conquistar o que queremos. E que tem que ser uma grande greve, pra valer, com a maior adesão possível. Estamos sob  ataque do governo. Não podemos ficar quietos, sem lutar, como se estivéssemos indo para o abatedouro”, argumentou.

Márcia, do Eduardo Rabelo, defendeu a retomada da greve, já que o governo não cumpriu o seu compromisso de pagar o vale-transporte e porque outros acordos anteriores também não foram respeitados. “Em greves anteriores conseguimos a incorporação da Geeled. Conseguimos, também com greve, o compromisso não cumprido por Pezão, de implantação do PCCS, que é previsto em lei. Saímos da última greve com o compromisso, mais uma vez não cumprido, do vale-transporte. Ou seja, saímos com nada. O governo nos enganou. Exigimos respeito. Por isto mesmo, é hora de retomar a greve, com mais força. Só conseguiremos o que queremos com uma greve com grande adesão e participação”, defendeu.

Roberto, do Ary Parreiras, entende que é o momento de dar uma resposta à altura. “São governos cobertos de irregularidades e mentiras que não estão nem aí para os servidores e a população. É o PMDB na Presidência, através de um golpe, no governo do estado, desde Cabral, passando por Pezão e agora com o vice dele o Dornelles, que faliram o estado. E agora jogam nas costas dos servidores. Não temos insalubridade, adicional noturno, plano de carreira, como é exigido pelo SUS, nossos salários são os mais baixos do estado e eles, com aquela hipocrisia, dizem que não têm dinheiro para nos atender. Mas têm para ajudar seus financiadores de campanha com isenções fiscais, para financiar as olimpíadas. Tudo parte de jogadas. E o que sofrem estes camaradas? Nada. E ainda jogam a responsabilidade do mau funcionamento dos serviços públicos nas nossas costas. Vamos responder com greve. Afinal, não ganhamos nada suspendendo a greve. Então, vamos voltar a ela, até para impedirmos que acabem com a nossa categoria”, alertou.

O servidor Neil lembrou que está na época de ser enviada proposta de orçamento à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). “Vamos pra cima deles. A hora é agora. Nesta proposta temos que fazer constar a verba para que eles paguem o que é direito nosso!”, defendeu.






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