Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Comunitário  

Morros do Estado, Arroz e Chácara rejeitam violência policial e exigem investimentos sociais

17/07/2007

 

“Essa assembléia foi muito boa porque as pessoas falaram dos graves problemas das nossas comunidades [Estado, Chácara e Arroz] e das soluções que precisamos”. Moradora do Morro do Arroz, Dulcinéia de Oliveira bem expressa o sentimento dominante entre os presentes à Assembléia Geral da Associação dos Moradores do Morro do Estado (AMME), realizada no último dia 8, na Escola Municipal Antônio Vieira da Rocha. Com a presença de representantes do Sindsprev/RJ, da comunidade da Maré e Viva Rio, a assembléia debateu projetos sociais, segurança, saneamento básico, iluminação e saúde públicas.
Uma das preocupações centrais das comunidades refere-se à segurança. Inúmeros moradores reclamaram da truculência praticada por PMs no dia-a-dia. Segundo as denúncias, têm sido comuns os casos de agressões físicas e intimidações. “O Morro do Estado e as comunidades exigem ser respeitadas pela polícia e não agüentam mais ser tratadas como se fossem bandidos. Vamos reclamar diretamente com o comando da PM sobre essa truculência. É fundamental que todas as comunidades debatam e enfrentem esse problema”, analisa Sebastião José de Souza (o Tão), morador do Morro do Estado.
“A organização dos moradores é fundamental para que se acabe com a discriminação social e racial, como ocorrido no Complexo do Alemão. Há pouco tempo um motoqueiro foi assassinado pela PM em Caxias, mostrando que essas coisas continuam acontecendo todos os dias”, analisa Osvaldo Sergio Mendes, da secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev.
Morador do Morro do Estado há 44 anos e funcionário da empresa de águas de Niterói, Francisco Renato da Silva Novaes critica a opressão vivida pela comunidade através dos poderes públicos. “Nem mesmo nosso direito de manifestação cultural é respeitado pela Prefeitura, que seguidamente nos nega alvará para realização dessas atividades. Aqui temos muitas pessoas fazendo música e teatro, e que gostariam de mostrar sua arte na comunidade. Enquanto isso, as atividades no asfalto têm licenciamento imediato”, afirma.
Dois assuntos bastante discutidos na assembléia foram o Telecentro e a situação da saúde pública. Implantado pela Prefeitura de Niterói como projeto de inclusão digital, o Telecentro vem sendo bastante criticado porque, até momento, ter instalado no Morro do Estado apenas 10 computadores sem nenhuma conexão com a internet. “Queremos que os projetos sejam para valer. Queremos que os nossos jovens da favela sejam preparados em condições de igualdade para competirem no mercado de trabalho com o pessoal do asfalto. Do jeito que está, o telecentro é de pouca serventia”, critica Tão.
Uma luta de muito tempo na comunidade, o posto de saúde é considerado deficiente, não possuindo sala adequada para exames ginecológicos, entre outras precariedades. Os moradores querem mais investimentos públicos em saúde, com controle direto da comunidade sobre as prioridades.
“O representante de rua permite que a própria população tenha cada vez mais consciência das suas necessidades e como encaminhá-las”, pois é impossível uma Associação de Moradores percorrer toda a comunidade a todo instante”, Nereu Lopes, Maré.
A direção da AMME informou aos moradores sobre a negociação feita com a Ampla, no sentido de não adotar nas comunidades o chip usado pela empresa. Segundo a AMME, a Ampla concordou em utilizar rede convencional de medidores, com acompanhamento e fiscalização direta da comunidade. Outra proposta discutida com a empresa foi um curso capacitação para formar 100 jovens da comunidade como eletricistas. Nesse acordo, a Ampla se comprometeria a absorver 25% dos jovens ao final do curso.
Sobre o processo eleitoral, a assembléia aprovou que a atual comissão da AMME permaneça à frente a Associação até o final do ano, procedendo a eleições em 2008.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec