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Governo usa PM para reprimir vítimas das chuvas e ‘resolver’ questão social, diz dirigente do Sindsprev

25/03/2011

Tão fala na Ceia dos Desabrigados, ato realizado em dezembro do ano passado em Niterói: descaso pode levar a novas tragédias
Foto: Samuel Tosta

Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ

Fora dos momentos de comoção por conta de tragédias como as provocadas pelas chuvas, a ‘favela’ continua sendo tratada “com repressão” e “o que é social vira caso de polícia”. Quem afirma é o dirigente do Sindsprev-RJ e líder comunitária no Morro do Estado, Sebastião Souza, o Tão, ao criticar a ação violenta do 12º Batalhão da Polícia Militar contra desabrigados das chuvas de abril de 2010 em Niterói, que, na terça-feira (22), protestavam contra o atraso no pagamento do aluguel social.

Os desabrigados preparam um ato para o dia 6 de abril, quando a tragédia que matou 165 pessoas faz um ano, para denunciar o abandono em que se encontram e a repressão que estão sendo vítimas. “Apanhou crianças, mulheres, idosos”, disse sobre a agressão policial contra os desabrigados que haviam se dirigido à quadra da escola de samba Viradouro, local onde a prefeitura havia prometido pagar os aluguéis sociais de fevereiro e os atrasados de dezembro e janeiro. Após aguardarem por mais de oito horas,
os desabrigados se revoltaram.

Ao saberem que o benefício não seria pago, acrescido do fato de que 800 pessoas que vinham recebendo terem sido retiradas da lista, parte dos desabrigados decidiu sair em passeata pela cidade. Antes de caminharem até as sedes da prefeitura e da Câmara dos Vereadores, foram reprimidos com violência. Os recursos do aluguel social vêm do governo estadual, mas o pagamento é operacionalizado pela prefeitura.

Foto publicada na primeira página da edição do dia seguinte do jornal “O Globo” mostra um policial lançando gás de pimenta contra uma senhora e uma criança, que aparenta ter menos de seis anos de idade. Há relato de que outra mulher teria desmaiado e que muita gente passou mal. “A polícia do [governador] Sérgio Cabral é uma polícia truculenta, que não respeita os movimentos sociais, haja vista o que fez contra os manifestantes do ato contra o Obama”, critica o sindicalista, referindo-se à prisão de 13 pessoas logo após o ato em frente ao consulado dos Estados Unidos no Rio.

O Ministério Público, diz ele, deveria acompanhar o que este sendo feito com o dinheiro do aluguel social. Além do constante atraso, pessoas são incluídas e excluídas da lista, sem motivos aparentes, a todo instante.

Porém os problemas relacionados às ações adotadas com os desabrigados das chuvas não se limitam ao aluguel social, afirma Tão. Para ele, o aluguel é apenas um paliativo. “Queremos moradias populares para as pessoas”, reivindica. Mas isso estaria longe de acontecer, segundo ele, porque não há obras em andamento com essa finalidade no município. “Niterói é uma cidade de classe média, eles não vão querer construir casas populares”, diz. Demanda que será reivindicada no protesto marcado para 6 de abril, às 10 horas, na Praça da República, em frente à Câmara de Vereadores, um ano depois da tragédia.






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