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Comunitário  

Um ano depois da tragédia, desabrigados de Niterói fazem ato nesta quarta (6/4) para denunciar descaso

04/04/2011

Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ

Passeata em Niterói em 15 de abril de 2010 já cobrava medidas do governo
Foto: Fernando França

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Um ano após a tragédia que matou 170 pessoas em Niterói, desabrigados das chuvas preparam uma manifestação para esta quarta-feira (6), quando vão denunciar que de lá para cá nada foi feito: eles vão cobrar dos governantes medidas imediatas que garantam moradia para todos. O ato denunciará que praticamente nada foi feito para evitar novas tragédias e para dar condições de moradias para cerca de dez mil desabrigados.

A concentração para o protesto, que tem apoio do Sindsprev Comunitário e de outras entidades sindicais e sociais, está marcada para as 15 horas, atrás da prefeitura velha, na rua José Clemente. No Morro do Estado, os moradores vão se reunir antes, às 13 horas, no Largo da Amizade, para descerem juntos para a manifestação, que deverá se dirigir para a Prefeitura e, depois, para a Câmara de Vereadores, onde está marcada uma audiência pública para as 19 horas. Os manifestantes vão responsabilizar a Prefeitura e os governos estadual e federal pelo descaso com os sobreviventes da tragédia.

A violência contra os desabrigados também será denunciada. Faz poucos dias, eles foram violentamente reprimidos pela Polícia militar durante um protesto realizado após esperarem durante horas o pagamento do aluguel social, atrasado de dois a cinco meses, a depender das famílias, e serem informados que isso não ocorreria mais naquele dia. Um capitão da Polícial Militar foi flagrado pela câmara de um fotógrafo do jornal “O Globo” quando lançava gás de pimenta sobre os olhos de uma criança que aparentava tem menos de seis anos. “Não tinha como fazer para chamar a atenção sem fechar a rua”, relata Francisco Carlos Ferreira, do Comitê de Desabrigados de Niterói e ex-morador do Morro do Bumba, onde morreu a maioria das vítimas dos desmoronamentos de abril de 2010.

Para Sebastião Souza, o Tão, dirigente do Sindsprev-RJ e líder comunitário no Morro do Estado, os governantes tentam transformar um problema social em caso de polícia. Mas a repressão não impedirá o protesto, afirma. “A polícia vai ter que ter muito esprei de pimenta”, diz.
Opinião parecida tem Francisco. “Eles podem ir com o esprei de pimenta, eles podem ir com todo batalhão, mas no dia 6 o povo vai para as ruas de Niterói”, garante.






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