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‘Em um ano nem uma casa foi construída’, diz sobrevivente da tragédia das chuvas em Niterói

06/04/2011

Ceia dos Desabrigados, em dezembro passado: denúncia do descaso
foto: Samuel Tosta

Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ

Decorridos 365 dias da tragédia que matou 170 pessoas no município e deixou em torno de dez mil desabrigados, nenhuma casa foi erguida em Niterói para dar moradia segura a quem vive em área de risco. Quem afirma é um dos sobreviventes das chuvas de abril do ano passado, Francisco Carlos Ferreira.

“Agora vai fazer um ano e nem uma casa foi feita”, afirmou. A frase foi dita por ele durante o ato, na Faculdade de Direito da UFRJ, pelas liberdades democráticas e pelo fim do processo contra 13 manifestantes presos por quatro dias após participarem de um ato contra a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Rio. Deverá ser repetida muitas vezes no protesto que marcará um ano da tragédia, convocado para a tarde desta quarta-feira (6).

O Sindsprev-RJ apóia e participa desta luta. A concentração está marcada para as 15 horas, atrás do antigo prédio da Prefeitura, na rua José Clemente. No Morro do Estado, os moradores vão se reunir antes, às 13 horas, no Largo da Amizade. Vão descer juntos para a manifestação, que deverá se dirigir para a Prefeitura e, depois, para a Câmara de Vereadores, onde está marcada uma audiência pública para as 19 horas.

Ex-morador do Morro do Bumba, onde morreu a maior parte das vítimas dos desmoronamentos de abril de 2010, Francisco é presidente do Comitê de Desabrigados de Niterói. “O Comitê foi criado justamente pela omissão do Poder Público, seja ele municipal, estadual ou federal”, explicou. Apesar das mobilizações dos desabrigados. “Neste um ano nós fizemos em Niterói pelo menos dez protestos, invadimos... invadimos não, ocupamos, aprendi com vocês, a Câmara de Niterói”, relatou para o auditório lotado do Salão Nobre da tradicional Faculdade de Direito. Foi muito aplaudido.

No último protesto, contra o atraso de meses do aluguel social, a Polícia Militar reprimiu com violência, jogando gás de pimenta contra o rosto até de crianças e mulheres. Mas isso não abalará o ato desta tarde, garantiu Francisco. Sobrevivente, ele disse não se considerar um líder, “líder são todos os que lutam”, e que será mais um a ocupar as ruas de Niterói para exigir justiça. “Por dez minutos eu seria mais um número desta tragédia que aconteceu”, recordou.






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