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Comunitário  

Sindsprev apóia pescadores de Maricá na luta contra privatização de restinga e atravessadores

10/07/2007

Através de seu núcleo em Marica, o Sindsprev está apoiando a luta dos pescadores do município por uma organização produtiva e comercial autônoma. Reunidos em torno da Colônia de Pescadores de Maricá — que desde o dia 1º de julho está sob nova direção, eleita pelo voto direto da categoria — cerca de 900 pescadores da região pretendem formar uma cooperativa para enfrentar os interesses dos atravessadores e grandes empresas capitalistas do pescado.
Outra proposta dos trabalhadores é continuar (e aprofundar) a luta contra a privatização da restinga de Maricá, que atualmente é alvo da cobiça de um grupo hoteleiro luso-espanhol. “Ninguém sabe como isto foi privatizado. O fato é que querem construir um resort na restinga, do tipo seis estrelas, com centro de convenções, shopping e graves conseqüências sócio-ambientais. Por isso é que querem expulsar os pescadores e suas famílias”, explica Maria da Conceição Marques Porto, diretora do Sindsprev.
Em maio deste ano, através de ação impetrada junto ao Tribunal de Justiça (TJ) em Niterói, a Associação dos Pescadores de Zacarias obteve liminar obrigando o grupo privado luso-espanhol a abrir o acesso à restinga, fechado desde novembro do ano passado. “Até então, nossa entrada estava sendo impedida por cercas de arame colocadas ali arbitrariamente. Sei que é uma luta do tostão contra o milhão, mas não vamos nos intimidar. A OAB-RJ está nos ajudando e agora ganhamos mais força com a participação direta do Sindsprev”, afirma Vilson Francisco Correia, presidente da Associação e eleito para o conselho fiscal na chapa que venceu as eleições na Colônia, encabeçada por Arievaldo José de Almeida (Barbudo). Segundo Vilson, outros projetos da nova gestão na Colônia são trazer a sede de volta para Maricá (atualmente fica em Itaipú) e pressionar os órgãos ligados à pesca — como Conselho dos Pescadores e Pronaf – na busca de financiamento para compra de equipamentos e obtenção de verbas de custeio. “Esses órgãos não vêm nos apoiando como deveriam. A prefeitura, por exemplo, vetou o nosso projeto de criação de camarão em cativeiro. Além disso, nosso material de trabalho é velho e precisa de reposição urgente, o que só conseguiremos fazer através de financiamento”, protesta Vilson.
A Colônia de Pescadores de Marica representa cerca de 900 profissionais, espalhados numa área geográfica que vai de Camboinhas a Jaconé. A nova direção foi eleita para um mandato de três anos, com 25% dos votos válidos. A chapa concorrente desistiu da disputa antes mesmo da apuração. Enquanto não tem sua sede transferida de volta para Marica, a Colônia funciona provisoriamente na Associação de Pescadores de Zacarias. “Manter a sede em Itaipu só dificulta a mobilização dos pescadores, que têm muita dificuldade para participar das assembléias. Queremos facilitar a mobilização e por isso a sede voltará”, diz.

O apoio do Sindicato às lutas dos pescadores é uma atividade do projeto Sindsprev Comunitário.






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