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Política  

Sindicalistas foram afastados do HSE por denunciar irregularidades

19/09/2005

 

Conceição e Luis Henrique vinham denunciando várias irregularidades
administrativas e o mau funcionamento do HSE na gestão Ana Lipke, quando
foram afastados, no dia 30 de junho de 2004. Foi o primeiro caso de
perseguição política do governo Lula contra sindicalistas.
O afastamento ocorreu poucos dias após rádios e tevês darem ampla cobertura
a uma nova denúncia dos diretores do Sindicato, de que o funcionamento do
centro cirúrgico do HSE havia sido suspenso pelo aparecimento de ratos e
moscas. Meses antes os sindicalistas solicitaram ao Ministério Público que
investigasse várias irregularidades administrativas, como a renovação de
contrato com empresas terceirizadas após o prazo previsto em edital e a
manutenção do contrato de outra sob investigação da Polícia Federal.
Os dois diretores do Sindsprev/RJ levaram ainda ao próprio Ministério da
Saúde e à Controladoria Geral da União denúncias sobrecontratação de empresa
sem licitação, cancelamento da manutenção de equipamentos com risco para
pacientes, falta de limpeza em vários setores, falta de combate à venda de
senhas para consultas, aumento da mão-de-obra terceirizada, uso de
cooperativados e profissionais da Fundacor em atividades meio e fim e
privatização de setores estratégicos e privativos de servidores públicos no
HSE, por cooperativas. E ainda: comida de pacientes deteriorada, falta de
inúmeros medicamentos, morte de paciente com câncer ósseo pela falta do
remédio bifosfonato e raios X e ultrassom quebrados por meses.
Pouco antes do afastamento, já como resposta a uma série de retaliações
contra os sindicalistas e outros servidores do HSE, o Sindicato abriu
processo para expulsão de Ana Lipke, então associadas da entidade. Para
evitar a expulsão, ela pediu, pouco tempo depois, o seu desligamento. O
Sindicato manteve negociação com o Ministério da Saúde para tentar suspender
a perseguição, sem sucesso. Vários atos foram organizados em frente ao HSE.
Para impedir a realização dos mesmos, Ana Lipke passou a chamar a polícia.
Na ocasião, a diretora do Sindicato, Janira da Rocha, condenou o
afastamento, classificando-o como um ato de perseguição política, o primeiro
do governo Lula contra dirigentes sindicais. E acrescentou: “Fraude e
desonestidade têm que ser sanadas. E o papel do Sindicato é denunciar a sua
existência. Conceição e Luis Henrique, portanto, não podem ser punidos
porque fizeram a sua obrigação”, afirmou.

Ministério confirma denúncias

Aos poucos foram se confirmando as denúncias feitas pelos dois dirigentes do
Sindsprev/RJ sobre a má administração do Hospital dos Servidores (HSE).
Entre os dias 7 e 25 de junho de 2005, técnicos da Divisão de Auditoria do
Ministério da Saúde, realizaram levantamento que mostrou a má gestão da
unidade, sob a direção de Ana Lipke.
O relatório, entregue ao então ministro Humberto Costa, comprovava uma série
de graves problemas, entre eles as enormes filas para o atendimento, que se
formam de madrugada, número insuficiente de profissionais, leitos
desativados, além de equipamentos quebrados ou com problemas de falta de
manutenção. Além disto, o Centro de Cirurgia, construído há quatro anos, e
no qual se gastou R$ 7 milhões, continua abandonado. Os problemas eram
crônicos e aumentaram na atual administração do hospital, segundo os
auditores do ministério.






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