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Política  

Passeata pró-Lula fica aquém do esperado pela CUT

17/08/2005

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) lideraram, nesta terça-feira, um ato pró-governo Lula em Brasília. Embora a convocatória da manifestação, assinada pela Coordenação dos Movimentos Sociais, procurasse afastar o caráter chapa-branca da marcha , os discursos e faixas que predominaram na atividade deixaram exposto o objetivo de defender o presidente Lula.
O Sindsprev aprovou posição condenando o ato pró-governo organizado pela CUT e mandou 16 ônibus para participar do ato de oposição à Lula, que está acontecendo em Brasília.
Os organizadores não admitiram, mas a marcha levou menos gente a Brasília do que estava sendo cogitado por eles. As projeções variam. Não há acordo nos números nem entre os dirigentes da CUT, que anunciaram números nitidamente fora da realidade. O presidente nacional da entidade, João Felício, disse a esta reportagem que o ato reuniu, no seu auge, 40 mil pessoas em frente ao Ministério da Fazenda. Já o petroleiro Spis, também da executiva nacional da central, disse que foram 30 mil. A Polícia Militar falou em 10 mil e alguns órgãos de imprensa trabalham com menos de seis mil pessoas. Alguns jornalistas que cobriam o ato avaliaram que, com certeza, ele reuniu bem menos do que dez mil pessoas e chegou ao Congresso Nacional ainda menor.
O dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) João Paulo participou do ato, mas João Pedro Stédile, dirigente nacional mais conhecido, não apareceu. Indagado sobre a ausência da principal figura pública do MST, João Paulo disse que ele estava viajando e evitou detalhes. "Acho que ele está no Pará, foi só um problema de agenda", argumentou. Nos últimos dias surgiram várias versões sobre a participação ou não do MST no ato pró-governo. Chegou a ser cogitado que os sem-terra participariam também da marcha do dia 17, contra Lula, o que foi negado por João Paulo, que afirmou não haver divisão. O dirigente do MST, porém, foi um dos poucos oradores que tentou negar o caráter governista do ato. "O MST está participando da manifestação não é para defender o presidente Lula ou para pedir o impeachment, viemos para defender o povo brasileiro", disse, ao criticar a política econômica e a aliança do governo com o capital internacional. Logo depois, porém, afirmou que Lula não precisa de ato de apoio porque as pesquisas mostram que é apoiado por 45% da população.
Os adesivos e faixas levadas a Brasília também deixavam nítida a defesa incondicional do presidente e, em alguns deles, davam a impressão que Lula não é o chefe máximo do atual governo. "Tô com Lula contra a corrupção", dizia adesivo do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté. Faixa do Sindicato dos Marceneiros de SP, da CUT, dizia: "Com Lula por mudanças na política econômica/Com Lula, contra a desestabilização do governo". Outro item destacado pelos manifestantes foi a defesa da reforma política.
Um dia antes da marcha, o presidente da UNE, Gustavo Petta, deu entrevista ao jornal "Correio Braziliense" negando que a marcha fosse "chapa-branca". "Os estudantes não vêm para o protesto para trazer solidariedade ao PT, ao governo", garantiu.
A manifestação foi encerrada com o discurso do presidente da CUT, João Felício, que atacou a marcha programada para amanhã e fez a mais enfática defesa do presidente no ato: "Ninguém vai derrubar o presidente Lula, porque para tirar o Lula vai ter que passar por cima da classe trabalhadora brasileira", disse.
A marcha organizada pela Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), sindicatos, movimentos populares e pelo PSTU e PSOL para esta quarta-feira, 17, não traz em seus materiais de convocação a palavra de ordem "Fora Lula", mas é grande a possibilidade dela ser levantada por manifestantes decepcionados e indignados com os rumos do governo do PT. (por Hélcio Duarte Filho, enviado a Brasília)






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