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Política  

Mídia patronal interdita debate ao impor falsa polarização Serra-Dilma-Marina nestas eleições

15/07/2010

Dilma e Serra se cumprimentam durante sabatina da CNI
Foto: Antonio Cruz/ABr

Por: Sindsprev/RJ

Com apoio da esmagadora maioria da mídia comercial, uma mistificação está sendo preparada há meses com o objetivo de iludir os brasileiros nas eleições presidenciais deste ano. Trata-se da tentativa de passar duas idéias falsas ao eleitorado: a primeira, de que existiria, entre PSDB, PT e PV uma efetiva polarização política e ideológica; a segunda, de que esta suposta ‘polarização’ [se existisse de verdade] seria a ‘única possível’ na sociedade. Em outras palavras, como se, no espectro político, não houvesse alternativas programáticas à ideologia neoliberal, tanto à esquerda quanto à direita. A má-fé e a falsidade de propósitos da mídia comercial, neste sentido, é patente e, de certo modo, escandalosa. Diariamente, os principais jornais impressos e telejornais do país dedicam a maioria esmagadora de seus espaços editoriais e noticiosos à suposta confrontação entre Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), secundarizando e até ocultando (como se não existissem) as propostas de outras candidaturas à presidência da república, especialmente as representativas da esquerda socialista, como Plinio de Arruda Sampaio (PSOL) e José Maria de Almeida (PSTU).
A razão para que a mídia patronal monte esse teatro político com tanto afinco é uma só: Dilma, Serra e Marina, ao contrário do que tentam nos fazer crer, são apenas adversários. Ou seja, não estabelecem nenhuma polarização ou divergência de fundo, concordando no essencial quando o assunto é a aplicação da política neoliberal e suas principais medidas, como estabilização monetária via arrocho salarial, apoio às grandes empresas da indústria e do agronegócio, superávit primário para pagamento de juros ao sistema financeiro, privatização e sucateamento de serviços públicos, entre outras.
Serra, Dilma e Marina disputam, na prática, para ver quem melhor se credencia, junto às classes dominantes brasileiras e ao sistema financeiro internacional, como continuador na implementação dessa política. É isto o que está em jogo. E por isto a mídia comercial descarta, com tanta fúria, qualquer tentativa de quebrar a falsa ‘polarização’.
Nestas eleições, urge desmascarar esse teatro. A população e os eleitores brasileiros têm o direito de ter acesso às propostas programáticas de outras candidaturas e partidos existentes no espectro político, independentemente de sua coloração ideológica, excluindo-se, obviamente, aquelas de cunho nazi-fascista, marcadas pela discriminação racial ou sexista. Na falsa polarização Dilma-Serra-Marina, mais uma vez fica evidente o caráter anti-democrático dos atuais barões da mídia brasileira, que deliberadamente interditam um amplo e necessário debate sobre os rumos presentes e futuros do nosso país.






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