Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Economia  

Seminário aponta concentração de terras no Brasil

03/07/2007

A expansão descontrolada do agronegócio e o início de um novo ciclo de concentração de terras, inclusive nas mãos de empresas estrangeiras, são atualmente os maiores inimigos da reforma agrária no Brasil. Essas foram as principais conclusões de um seminário que reuniu no último dia 29, no Rio de Janeiro, personagens da questão agrária brasileira. Realizado pelo Centro Celso Furtado, o debate teve a participação de Rolf Hackbart (presidente do Incra), João Pedro Stédile (dirigente do MST), Manoel dos Santos (dirigente da Contag), Leonilde Medeiros (cientista social da Universidade Federal Rural do RJ) e Plínio de Arruda Sampaio (coordenador do último Plano Nacional de Reforma Agrária realizado no Brasil).

As mais presentes ameaças à reforma agrária, segundo os debatedores, são a cobiça e a especulação sobre as terras no Brasil criadas desde que o país anunciou sua intenção de se tornar um pólo produtivo de matéria-prima para novas fontes de energia. Para Rolf Hackbart, uma "disputa pelo território brasileiro" está em curso. "O mundo está discutindo a matriz energética e vê no Brasil um dos grandes potenciais em volume de terra, volume de água, fotossíntese, biodiversidade", disse.

O presidente do Incra afirma ter recebido relatos dando conta dessa realidade. "Já se fala também da compra de áreas, muita terra no Brasil, por grupos internacionais", disse. Na avaliação do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), não é o caso de revisão de modelo, mas de fortalecimento da agricultura familiar. Ele defendeu o aumento do crédito para agricultura familiar como um elemento fundamental. "Isso reduz o nível de endividamento desses agricultores, e reduz a perda de terras da agricultura familiar para bancos, como acontecia antes", afirmou.

Concentração - A retomada da concentração de terras no Brasil em nome de grandes empresas transnacionais também preocupou os debatedores. Stédile afirmou que "o capital construiu uma nova aliança" para controlar a agricultura em todo o mundo. O dirigente do MST lembrou que o capital financeiro está por trás das grandes empresas transnacionais. "O capital financeiro injetou dinheiro de fora da agricultura, concentrou e centralizou. Nos últimos dez anos nos tivemos um movimento violentíssimo de concentração das empresas que atuam na agricultura".

Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), é inegável que há um processo de ocupação da terra por grupos financeiros. "Há um processo de financeirização do capital, que passou das fábricas para o campo. É visível essa mudança aqui no Nordeste. Estamos presenciando alguns grupos empresariais externos comprando usinas de cana-de-açúcar. A terra está passando a ser uma commoditie", disse.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec