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Economia  

Brasil de Lula é o paraíso dos bancos

28/08/2006

O lucro dos bancos no Brasil aumentou 80,5% nos últimos três anos, para R$57,6 bilhões. O valor só foi inferior aos R$77,4 bilhões da Petrobrás, maior empresa do país, que viu seu resultado líquido crescer 83% no período, graças à alta do petróleo no mercado externo. As conclusões são de levantamento realizado pela consultoria Economática.

Economistas, consultores e executivos dos próprios bancos atribuem o crescimento recorde dos lucros no período Lula, aos juros impostos a toda a sociedade (os mais altos do planeta), ao aumento da demanda por crédito e à redução de custos (entre elas, a demissão em massa e as terceirizações). Segundo estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS) sobre sistemas bancários em países emergentes, o Brasil “talvez seja o caso mais extremo de spreads altos”, em torno de 40%, cobrados em empréstimos. O spread é a diferença entre o custo de captação do dinheiro pelos bancos e as taxas de juros cobradas aos clientes. O segundo maior spread, conforme levantamento do BIS, com base em números do Fundo Monetário Internacional (FMI), referente ao fim de 2004, é cobrado pelos bancos do Peru, em torno de 10%.

Sociedade perde

Com os juros nas alturas, os consumidores estão arrochados. Em julho último, o Brasil sofreu um aumento histórico nos registros de CPF’s de pessoas que não honraram as suas dívidas. Houve um salto de 89,2% sobre julho de 2005 na média de 15 estados (sem incluir São Paulo), segundo o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A alta acumulada no primeiro semestre foi de 35%.

Ao mesmo tempo, a oferta de crédito no Brasil cresceu e, por conta dos altos juros, produziu uma enorme transferência de recursos do setor público e da renda dos trabalhadores para os bancos. Em julho de 2005, segundo dados da Anefac (que reúne estatísticas desse mercado) pelo total de crédito recebido as pessoas físicas pagaram 44% a mais só por conta dos juros. Para R$155, 2 bilhões em crédito foram pagos R$67,6 bilhões de juros, uma transferência brutal de renda para o setor financeiro.

Política monetária

A política monetária de juros astronômicos, a ausência de qualquer controle sobre os spreads e a liberação de tarifas, estabelecidas a partir do governo Fernando Henrique Cardoso e mantidas no governo Lula são a origem destes altos lucros. Mas o professor Ladislau Dowbor, professor em Economia da PUC de São Paulo, aponta a falta de concorrência como um dos fatores que mais contribuiu para os lucros bilionários e recordes do setor.

O próprio FMI, em relatório divulgado em junho de 2003, já afirmava que os bancos brasileiros são pouco competitivos e funcionam como um oligopólio em que poucas instituições controlam o mercado. Colabora para isto a grande concentração bancária, incentivada pelo governo FHC e que continua se ampliando no governo Lula.

Banqueiros satisfeitos

Enquanto os bancos lucram cada vez mais, a exclusão social aumenta. A miséria e a violência crescem, o desemprego sobe, a renda cai e os investimentos públicos estão congelados para que os recursos sejam utilizados no pagamento dos juros das dívidas interna e externa.

Os banqueiros nunca estiveram tão felizes com um governo quanto com o de Lula. É o ramo que mais dinheiro ganha, e o que menos paga imposto. Não foi à toa que o dono do Itaú, segundo maior banco privado do país, Olavo Setúbal, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, se desmanchou em elogios ao governo federal.

Segundo o banqueiro, “nunca o Brasil esteve tão bem como hoje”. Disse, ainda, que “quando (o Lula) foi eleito, tive uma preocupação de que ele levasse o governo para uma linha de esquerda, mas ele foi mais conservador do que eu esperava”. Para Setúbal, “não tem diferença do ponto de vista do modelo econômico. Eu acho que a eleição do Lula ou do Alckmin é igual. Os dois são conservadores”. Apressou-se em dizer, ainda, que não se assusta com a corrupção e que ela sempre houve no Brasil. E afirmou em defesa do atual governo: “É só ler Padre Vieira, que ele já fala de corrupção no tempo dos índios”.






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