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Geral  

PM também atropelou manifestante na noite em que atirou em estudante em SP

29/01/2014

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Na mesma noite em que a Polícia Militar de São Paulo deu pelo menos dois tiros em um estudante que participava do ato que denunciou os gastos exorbitantes com a Copa do Mundo, uma manifestante foi atropelada por um policial da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) enquanto estava sentada.

As imagens do atropelamento, que teria ocorrido na noite do ato do dia 25, foram expostas nas redes sociais através do perfil “Contra a Copa” no Facebook. O vídeo não permite identificar quem é a manifestante, mas mostra que ela não fez nenhum movimento que colocasse em risco os policiais. "Ação da polícia militar próximo à rua Paim. Eles chutaram, xingaram e quando a manifestante estava conseguindo levantar atropelaram, Ação padrão feita nas favelas todos os dias. Quanto maior a repressão, Maior vai ser a revolta", postou o coletivo junto com o vídeo.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança de São Paulo disse que irá investigar o caso, que já é o terceiro que expõe a violência com que a Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) agiu contra os manifestantes no ato de sábado.

Outras duas ações da polícia – o uso de balas de borracha contra manifestantes que se refugiaram num hotel e os dois tiros contra o estudante Fabrício Proteus Nunes, de 22 anos, que ainda está internado na Santa Casa da Misericórdia – foram alvos de duras críticas de especialistas em segurança pública.  A PM tentou justificar os tiros alegando que Fabrício ameaçou antes os policiais com um estilete, o que ele nega.

Mais de 72 horas após os tiros que deixaram o rapaz em estado grave no hospital, a presidenta Dilma Rousseff (PT) não havia se manifestado sobre o caso – aparentemente, isso seria uma orientação do Planalto, já que nenhum outro integrante do governo se pronunciou sobre a violência policial na repressão ao protesto que questionou o uso de dinheiro público com estádios da Copa.

A atitude de Dilma contrasta com a rapidez com que ela condenou um grupo de supostos manifestantes que cercaram um oficial da PM de São Paulo em outubro do ano passado. O oficial foi agredido, mas as lesões não foram graves. À época, Dilma usou sua conta no Twitter para, em menos de 24 horas, criticar as manifestações, prestar solidariedade ao coronel e qualificar os atos como ‘barbáries antidemocráticas’.






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