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Geral  

Federais dizem ao governo que, sem negociação, ‘greve’ pode ‘recepcionar’ Copa

11/02/2014

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

O governo Dilma Rousseff (PT) insistirá que o reajuste parcelado concedido em 2012 aos servidores públicos federais ‘amarra’ as negociações salariais até 2015. Foi o que ficou evidente na primeira reunião do ano entre representantes dos trabalhadores e do governo, ocorrida no Ministério do Planejamento em meio ao ato nacional promovido pela categoria em Brasília, no dia 5 de fevereiro.

A visão, porém, foi rebatida pelos representantes de dez das entidades sindicais nacionais do funcionalismo e três centrais (CSP-Conlutas, CTB e CUT) que estavam na negociação com o secretário de Recursos Humanos, Sérgio Mendonça: se até os custos das obras dos bilionários estádios de futebol para a Copa do Mundo tiveram seus preços alterados através de revisões dos contratos previamente firmados, porque o governo quer impor uma camisa de força aos servidores? Os 15% sobre a massa salarial parcelados em três anos, afirmaram os dirigentes sindicais, não são suficientes nem para repor a inflação do período. Eles mencionaram que alguns contratos dos estádios tiveram seus valores dobrados quando redefinidos com as empreiteiras.

Copa e dívida pública

O secretário se comprometeu a apresentar até o Carnaval, antes de março, portanto, uma resposta do governo à pauta geral de reivindicações – que, além da data-base, traz ainda itens como paridade entre ativos e aposentados, incorporação de gratificações e retirada de projetos e medidas que ataquem os direitos dos servidores. Também concordou em fazer a interlocução para uma audiência com a ministra do Planejamento, Mirian Belchior, embora não tenha assegurado nada quanto a isso.

Dois pontos foram ressaltados pelos trabalhadores: as enormes despesas com a Copa, bancadas pelos cofres públicos, e a generosa fatia do orçamento que é destinada ao pagamento de juros e amortizações de uma dívida pública que não pára de crescer – a reunião ocorreu no dia seguinte à divulgação de um novo recorde de lucro por um grande banco do país, o Itaú.

Também aí a baixa disposição do Planejamento em negociar salários ficou evidente. O secretário de Recursos Humanos respondeu que mesmo que o governo economizasse mais com os juros das dívidas, estes recursos extras provavelmente não seriam destinados para pagar mais salários aos servidores. 

Já no início da reunião, da qual participou André Bucar, chefe de gabinete do secretário-executivo do ministério, Sérgio Mendonça mencionou o acordo firmado na greve de 2012. Disse ainda que as reestruturações nas carreiras promovidas pelo governo Lula resultaram em reajustes médios muito superiores à inflação.

Os trabalhadores rebateram dizendo que a ‘média’ não era um bom parâmetro para definir a atual realidade salarial do serviço público. Também lamentaram que o governo abra tanto as portas para renegociar valores de contratos das obras da Copa e se negue a iniciar um debate sério com os servidores em torno da defasagem salarial e da inexistência da data-base, prevista com todas as letras na Constituição Federal.






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