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Geral  

Governo não responde pauta e ‘reforça’ necessidade de mobilização dos federais

17/03/2014

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

O Ministério do Planejamento não cumpriu o compromisso de responder, antes do Carnaval, à pauta de reivindicações da categoria entregue ao governo em janeiro. Sem resposta ou qualquer perspectiva de negociação efetiva, pelo menos um setor do funcionalismo inicia a greve por tempo indeterminado já nos próximos dias: os servidores das universidades federais param a partir desta segunda-feira (17).

A promessa de responder à pauta havia sido feita pelo secretário de Recursos Humanos do Planejamento, Sérgio Mendonça, na audiência concedida no dia 5 de fevereiro a uma comissão representativa das entidades nacionais dos servidores, após protesto nacional em Brasília que marcou o lançamento da campanha salarial unificada. Não havia grandes expectativas quanto ao teor da resposta – o governo já sinalizou que não vê espaço para concessões salariais –, mas o não cumprimento da promessa foi mal recebido por dirigentes sindicais do setor.

Movimento em construção

Não existem ainda, é verdade, condições para iniciar já a greve unificada no conjunto dos federais. Alguns setores param por 24 horas no dia 19 de março, os servidores e professores dos institutos federais de ensino aprovaram o indicativo de greve para abril e os docentes das universidades, liderados pelo Andes-SN, devem decidir no dia 30 de março sobre o movimento paredista. Na quarta-feira (19) haverá atos e protestos em Brasília, no Ministério do Planejamento, e nos estados. A atividade unificada que acontecerá no Rio deverá ser definida na reunião que ocorrerá nesta segunda (17), a partir das 18 horas, na sede do Andes-SN. 

Mas a movimentação dos técnicos das universidades pode marcar o começo de um processo mais amplo, ainda em construção, no funcionalismo. “O governo mais uma vez não cumpriu com a palavra e os servidores precisam se organizar para fazer esta greve”, alerta Saulo Arcangeli, da coordenação da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), que participou da última reunião do Fórum de Entidades Nacionais dos servidores federais, que reafirmou a proposta de construção da greve como único recurso capaz de forçar o governo a negociar.

Audiência não confirmada

Indagado por telefone por outro dirigente da CSP-Conlutas sobre a resposta à pauta, Sérgio Mendonça alegou que não houve tempo para encaminhar o assunto às vésperas do Carnaval. Disse que iria trabalhar para que a ministra Mirian Belchior (Planejamento) recebesse as entidades sindicais, quando as respostas à pauta poderiam ser apresentadas. Não disse, porém, quando e nem confirmou posteriormente a possível audiência. 

O funcionalismo reivindica a revisão anual dos salários na data-base, prevista na Constituição Federal mas desrespeitada pelo governo, uma política salarial permanente, a incorporação de gratificações, paridade entre ativos e aposentados e reestruturações de carreiras, dentre outros pontos.

A menos de cem dias da Copa do Mundo, que tende a paralisar o país, a greve unificada do funcionalismo ainda é um processo em construção e que, na visão destes dirigentes sindicais, precisa e deve se apressar com a participação efetiva de cada servidor. Sem isso, não há quem aposte em quaisquer conquistas salariais ou de outra ordem para a categoria neste ano.






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