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Geral  

‘Sem mobilização não vai ter nada’, dizem servidores após reunião com governo Dilma

24/03/2014

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Quaisquer dúvidas que ainda pairassem foram dissipadas após a conversa com o governo. Os quinze representantes de entidades nacionais do funcionalismo saíram da reunião com o Ministério do Planejamento com avaliação consensual: sem greve ou mobilização, o governo Dilma Rousseff (PT) não concederá nada aos servidores até o fim de seu mandato.

Em outras palavras: o conjunto dos trabalhadores dos serviços públicos federais terá que escolher se vai às ruas e à greve para tentar arrancar algo além do parcelamento de 2012 ou se ficará parado sem qualquer perspectiva de negociação. A reunião com o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, ocorreu durante a segunda manifestação conjunta do ano da categoria em Brasília, na quarta-feira (19).

"Esta reunião nos coloca somente uma saída: ir para luta. [O que ele] nos disse é que não há possibilidade de reposição salarial este ano e muito menos de antecipação dos 5%, [o governo] não quer mexer com o orçamento de pessoal”, relatou o servidor Paulo Barela, que participou da negociação pela CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular). "O governo está pagando para ver e não vai haver nenhuma concessão se não houver um poderoso movimento de greve", resumiu.

Reunião do fórum

Logo após o encontro com Mendonça, os trabalhadores fizeram uma reunião não deliberativa do Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais. Nela foram avaliadas as dificuldades para mobilizar a categoria – até o momento, estão em greve os trabalhadores administrativos das universidades –, mas também reafirmado o compromisso de construir o movimento conjunto. "Temos que levar essa nossa insatisfação para as nossas bases. Por que só o serviço público não tem data-base? [Temos que organizar] um enfrentamento coletivo contra um governo que só está preparado para dar dinheiro para Copa, para empresários", disse Nelson, dirigente do sindicato dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Assibge).

Na terça-feira (25), haverá uma reunião da coordenação do fórum para ajustar o calendário da campanha. Durante o ato realizado em frente ao Planejamento, os servidores já haviam criticado o governo por não responder formalmente à pauta de reivindicações, o que fora prometido para fevereiro, até o Carnaval.

Antes mesmo de o secretário do Trabalho receber os trabalhadores, havia uma convicção de que a posição da presidenta Dilma Rousseff é “zero” de concessões para os servidores. Mas, na reunião, pela primeira vez o governo disse isso de forma mais direta, sem deixar margens para possíveis avaliações ao longo de um processo de negociação. O único ponto passível de “reflexão” – foi esse o termo usado – é com relação aos benefícios sociais, como o auxílio alimentação ou saúde.

Em todos os discursos na manifestação em Brasília, a defesa da unidade foi mantida. "Só unidos nós vamos conseguir arrancar [algo] deste governo, que se dizia dos trabalhadores, mas não [nos] respeita. Se o governo não quer dar uma resposta para os trabalhadores, vamos dar uma resposta nas ruas", defendeu Silvio Rotter, do sindicato nacional dos servidores das escolas técnicas federais (Sinasefe).

Greve na saúde federal

O servidor do Ministério da Previdência Social Edilson Busson ‘Mariano Maia’, dirigente do Sindsprev-RJ, criticou a política do governo para o funcionalismo e ressaltou os constantes ataques aos benefícios previdenciários, que fazem com que cada vez mais os servidores tenham que postergar o direito à aposentadoria.  Mariano também relatou a luta dos servidores da saúde federal no Rio, que promoveram uma greve de 38 dias para defender a jornada de 30 horas e combater as ameaças de privatização.

A presidenta do sindicato nacional dos docentes das universidades federais, Marinalva Silva Oliveira, lembrou que na campanha salarial de dois anos atrás Dilma Rousseff dizia algo parecido com o que diz hoje. "Ouvimos este discurso do governo em 2012 e o que fez com que o governo recuasse foi a greve unificada dos servidores federais", afirmou.






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