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Geral  

Desocupação violenta de prédio da Oi gera onda de repúdio ao governo do Estado do Rio

12/04/2014

PM durante a desocupação do prédio da Oi; servidores reagiram à ação violenta
foto: Tomáz Silva/Abr

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Gerou uma onda de repúdio nas entidades ligadas aos movimentos populares, sindicais e nas redes sociais a violência da Tropa de Choque do governo do Rio na desocupação do antigo e abandonado prédio da Telerj, atualmente da empresa Oi, em Engenho Novo, na Zona Norte do Rio.

O Sindsprev-RJ declarou apoio aos que buscavam o direito à moradia e foram expulsos do prédio a base de bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha. A ação policial começou pouco antes do amanhecer, na sexta-feira (11). De acordo com o diretor Sebastião Souza, o Tão, o sindicato prestou solidariedade aos moradores e levou ajuda aos que passaram a noite de sexta para sábado no protesto em frente à sede da Prefeitura, na Cidade Nova. Ele criticou o uso da violência para resolver um problema que é social e não policial.

A ação militar do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que acaba de assumir o cargo para dar continuidade à gestão de Sérgio Cabral Filho (PMDB), também foi objeto de críticas na assembleia da saúde federal. “Todos estamos chocados com as imagens que estão na TV desde a manhã com a retirada dos que ocupavam o antigo prédio da Telerj”, disse o diretor do sindicato Luis Fernando, durante a assembleia realizada na sexta-feira (11).
 
Agressão a jornalistas

A PM tentou impedir registros da invasão do prédio – que abrigava milhares de famílias. Policiais militares pareciam estar orientados a evitar que a imprensa documentasse a ação, o que pode indicar o tamanho da violência que seria empregada na desocupação. O Sindicato dos Jornalistas do Rio divulgou nota criticando a violência da polícia contra profissionais da mídia que tentavam fazer a cobertura da operação:

“Manifestamos absoluto repúdio às violações aos direitos humanos e à democracia que foram perpetradas pela Polícia Militar na operação. Entre os presos e feridos, o repórter Bruno Amorim, do jornal O Globo, foi rendido com uma chave de braço por PMs, que arrancaram os seus óculos, apreenderam o seu celular, filmaram o seu rosto e o levaram preso para a 25ª DP (Rocha), de onde foi liberado horas depois”, diz trecho da nota, que relata ainda outros casos de agressão a jornalistas e defende que organizações locais e internacionais de direitos humanos pressionem o “Estado para a adoção de uma política de segurança pública que não represente ameaça à vida” e à liberdade de expressão.


Famílias retiradas pela Tropa de Choque do prédio abandonado da Oi
acampam em frente à Prefeitura do Rio, na Cidade Nova
foto: Fernando Frazão/Abr






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