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Geral  

Governos fazem genocídio na saúde, denuncia ato em Copa no Dia do Trabalhador

01/05/2014

Da Redação do Sindsprev-RJ

Por Hélcio Duarte Filho

 

Nada a comemorar. Foi o que disseram servidores da rede pública de saúde no ato realizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, nesta quinta-feira, 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. A manifestação convocada pelo Sindsprev-RJ levou para a orla denúncias sobre as condições de trabalho nos hospitais e os processos de privatização de toda a rede.

 

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“Nós éramos para estar em casa, mas estamos nas ruas, não [apenas] por salários, mas por condições de trabalho, para garantir nosso emprego e um atendimento digno à população”, disse Mariá Casanova, dirigente do Sindsprev e servidora do hospital estadual Azevedo Lima, em Niterói. “É um dia de luta e de luto [para a saúde pública]”, disse Aline Melo, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que segue em greve.

 

O protesto transcorreu em frente à praia, na altura do hotel Copacabana Palace, e reuniu cerca de 30 trabalhadores, que levaram faixas, distribuíram cartas à população e denunciaram os problemas da saúde pública usando o carro de som do sindicato. Participaram do ato servidores do Instituto Nacional do Câncer, do Iaserj, de outros hospitais e institutos federais e de algumas unidades estaduais, como o Getúlio Vargas e o Albert Schweitzer.

 

O servidor Gilton Evandro, do Iaserj Maracanã, saiu de Petrópolis, onde mora, para participar do ato. “Eu ainda sinto a capacidade de me indignar contra a situação da saúde”, disse à reportagem. Para ele, é preciso expor sempre o que está acontecendo nos hospitais. Por conta disso, disse que ir à Copacabana com faixas denunciando o que o governo de Sérgio Cabral e Pezão fez com o Iaserj – cuja principal unidade foi demolida – e com os demais hospitais já se tornou uma rotina. “Venho a Copacabana todos os domingos estender nossas faixas, hoje com mais gente foi uma festa pra gente”, disse.

 

Também do Iaserj, Mariléa Ormond disse que no dia do trabalhador, os “trabalhadores da saúde pública nada tinham para comemorar”. Ela afirmou que o governo “mata nos hospitais” e que isso precisa ser dito. “Nós não vamos nos calar, nós vamos denunciar sim”, afirmou.

 

O médico e dirigente sindical Eraldo Bulhões também responsabilizou os governantes pelas mortes nas unidades de saúde. “O Samu sequestra o paciente em casa e coloca na UPA, para morrer ali, porque não tem CTI lá”, disse. “Esse negócio de ‘upacídio’ não dá, chega de morte, está predominando a morte [na saúde]”, criticou.

 

Dirigente do Sindsprev e servidora do Hospital Federal Cardoso Fontes, Cristiane Gerardo lembrou que ao assumir o seu primeiro mandato no governo do Rio Sérgio Cabral Filho disse que havia um verdadeiro genocídio nos hospitais do estado. Quase oito anos depois, disse Cristiane, o quadro piorou. “Ele continuou com o genocídio”, disse, responsabilizando as três esferas de governo por isso. “É o desgoverno Dilma, é o desgoverno Cabral, é o desgoverno Pezão, é o desgoverno Paes”, criticou. A servidora conclamou a população a apoiar e participar da luta contra a privatização da saúde.






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