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Geral  

Nossa saúde é ‘padrão fila’, afirmam servidores em Copacabana

29/06/2014

Servidores da saúde participam da manifestação em Copacabana
fotos: Niko

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Faltavam pouco mais de 20 minutos para a bola rolar no Mineirão,em Belo Horizonte (MG), onde a Seleção Brasileira de futebol sofreria para vencer a do Chile nos pênaltis, quando a passeata que reuniu representantes dos movimentos sociais e sindicais passou ao lado do Fan Fest, a área cercada pela Fifa para quem não tem ingresso assistir aos jogos da Copa do Mundo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Terminava ali o ato que, na manhã do sábado (28), percorreu quase toda a orla da praia carioca mais frequentada pelos turistas e que expôs as contradições de um país com tantos problemas sociais aplicar quase R$ 34 bilhões em obras voltadas para a Copa do Mundo.

O clima de festa de Copa do Mundo já havia tomado conta de Copacabana logo pela manhã. Clima de certo modo quebrado por onde a passeata, que reuniu centenas de pessoas, passava. Com faixas, cartazes, bandeiras, palavras de ordem e música, embalada por uma banda e por instrumentos de percussão, a manifestação chamou a atenção e, em geral, foi bem recebida por quem ali estava.

'Legados da Copa'

A ostensiva presença das forças de repressão, com policiais da Tropa de Choque da PM formando filas nas laterais da passeata e acompanhando todo o trajeto, contrastava com o ato pacífico e, em muitos momentos, irreverente. Participaram variados segmentos dos movimentos sociais e sindicais – trabalhadores sem-teto, servidores federais da educação em greve, integrantes da Frente de Torcedores e muitos outros.

Moradores do Horto, no Jardim Botânico, que lutam contra a ameaça de despejo, levaram cruzes para a passeata. Próximo a eles, uma enorme faixa denunciava que um dos legados da Copa seriam 250 mil pessoas despejadas e R$ 2 bilhões investidos na repressão policial.

Orgulho Gay

Ocorrida no Dia do Orgulho Gay, a manifestação reunião representantes do movimento LGBT, que defenderam a liberdade de opção sexual. Na ‘comissão de frente’, sete mulheres e um homem, vestidos como cupidos, formavam o “Choque do Amor”, numa crítica irreverente à violência com que a Tropa de Choque da PM vem reprimindo os protestos. Faixas defendiam liberdade para manifestantes presos, a readmissão dos 42 metroviários demitidos em São Paulo e o direito de greve. O foi organizado pelo movimento “Copa na Rua”, mas teve a adesão de diversos outros setores.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o governador, Luiz Antonio Pezão, ambos do PMDB, assim com a presidente Dilma Rousseff (PT), foram alvos dos manifestantes. Mas, sem dúvida, o vice que assumiu o governo após a renúncia de Sérgio Cabral foi o mais visado e ‘herdou’ o coro que no ano passado marcou os megaprotestos no Rio. “Ô, ô, ô, ô, Pezão é ditador”, cantaram os manifestantes. A Fifa, entidade que organiza o mundial, também foi criticada e associada à corrupção. Em determinado momento, um grupo de jovens foi menos político e gritou: “Ei, Fifa, vai tomar no c...”

‘Não à privatização da saúde’

A passeata atraiu a atenção de centenas de turistas estrangeiros e foi fotografada e filmada ao longo dos cerca de três quilômetros que percorreu. Servidores da saúde em greve participaram e distribuíram cartas bilíngües, em português e inglês, que explicavam por que a saúde pública no Brasil tem ‘padrão fila’ e não ‘Fifa’, no qual muita gente morre sem sequer ser adequadamente atendido. Destacava-se uma faixa amarela do Sindsprev-RJ, de quase cinco metros de largura, com a frase “Não à privatização da Saúde”.

O chileno Carlos Cordovez, que veio ao Brasil pela primeira vez para assistir à Copa do Mundo, disse que considerava justas as manifestações e criticou a forma violenta como os governos, por meio da polícia, vêm reprimindo os protestos. “Estão no seu direito, reivindicando algo que lhes afeta. Se a gente não reclama, não se manifesta, [nada muda]”, disse à reportagem.

Os servidores do Inca (Instituto Nacional do Câncer) levaram cartazes em que defendiam a saúde pública e criticavam a ameaça de privatização. “Participar [junto com outros setores] fortalece e unifica a nossa luta... é a educação, é a saúde, transporte, segurança”, disse à reportagem a servidora Cristina Barauna, técnica de enfermagem do Inca-2.

Ela levou o neto, o pequeno Júlio Cesar, para a manifestação, da qual ele participou empolgado, sempre caminhando à frente da faixa contrária à privatização.  “Foi investido tanto dinheiro nessa Copa e na saúde a gente com salário defasado. [Na educação], faltando ar-condicionado nas escolas, como no caso de meu neto, na Faetec, onde a sala é horrorosa, ao lado do Maracanã, com aquela estrutura [toda], e as crianças passando calor”, disse Cristina.

 


Servidores da saúde federal na passeata em Copacabana






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