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Geral  

Dilma põe nome de banqueiros na Fazenda para controlar economia

27/11/2014

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Hélcio Duarte Filho

A presidente Dilma Rousseff (PT) pôs um nome de confiança dos banqueiros e do chamado ‘mercado’ para comandar a economia do país. A nova equipe econômica, anunciada na quinta-feira (27), terá à frente o economista Joaquim Levy, que deixa a diretoria do Bradesco para assumir o cargo no lugar de Guido Mantega. Há pouco mais de um mês, a então candidata Dilma atacava seus adversários nas eleições dizendo que eles entregariam o controle do país aos bancos e que isso retiraria a comida da mesa do povo e o emprego dos brasileiros.

O novo ministro assume a pasta tendo como missão principal promover um forte ajuste fiscal. O objetivo é reduzir as despesas públicas e economizar mais para pagar juros e amortizações a credores das dívidas, em sua maioria formados por fundos de investimentos e banqueiros. Levy já anunciou que em 2015 o chamado superávit primário será de 1,2% do Produto Interno Bruto e, no ano seguinte, de 2% do PIB.

Além do cargo de confiança na direção do Bradesco, que lidera com o Itaú o mercado privado do setor bancário, Levy tem no seu histórico passagens pelos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT), no âmbito federal, e Sérgio Cabral Filho (PMDB), no governo do Rio. No governo Lula, foi um dos principais articuladores de um dos maiores superávits primários da história, de 4,5% do PIB. Jamais, porém, ocupou cargo tão importante como o que agora assume no governo Dilma.

O superávit primário é o saldo do orçamento – receitas menos despesas – sem considera o pagamento de juros e abatimentos das dívidas públicas. O economista Washington Moura Lima, que assessora sindicatos de trabalhadores, afirma que o conceito do superávit primário está necessariamente em “contradição direta com as necessidades do povo, pois são dezenas de bilhões retirados do orçamento anualmente para o pagamento da dívida”. Ele ressalta esses recursos poderiam ser investidos em saúde, educação, transporte e saneamento básico, por exemplo. O economista afirma ainda que a origem da dívida pública brasileira é “bem duvidosa, gerando enormes lucros a bancos e especuladores” e necessita de uma auditoria – algo, aliás, que está previsto na Constituição Federal de 1988 mas até hoje não foi realizado por sucessivos governos.






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