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Geral  

Jornalistas e radialistas param Empresa Brasil de Comunicação por 24 horas

10/12/2014

Por Olyntho Contente

Como parte da campanha por um plano de cargos e salários digno, os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) paralisaram suas atividades por 24 horas, na última terça-feira (9). O objetivo foi pressionar a diretoria da empresa a avançar nas negociações do PCS e atender as reivindicações dos empregados. Entre elas está a inclusão de mecanismos como a garantia da autonomia editorial, pisos e tabelas salariais que tirem a EBC da lanterna do serviço público e estímulos concretos à formação e qualificação dos empregados.

Fazem parte da EBC a Agência Brasil, TV Brasil, TV Brasil Internacional, Radioagência Nacional e do sistema público de Rádio (com oito emissoras, entre elas a Rádio Nacional e Rádio MEC), além do canal de televisão NBr e o programa de rádio “A Voz do Brasil”. A EBC é vinculada à Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.

Trabalho conjunto

A paralisação teve o apoio da Comissão de Empregados da EBC e dos sindicatos dos jornalistas do Distrito Federal e Rio de Janeiro, e dos radialistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Foi aprovada  na última quarta-feira (4).

Ameaças

Em resposta à decisão dos empregados, a Direção Executiva da EBC enviou comunicado interno na última sexta-feira (5) aos funcionários com ameaças. No documento diz que “entende que o referido movimento paredista é abusivo, razão pela qual adotará as medidas cabíveis”. Em resposta, as entidades representativas dos funcionários divulgaram informe em que afirmam não compreender “os motivos que levam a EBC a já considerar a mobilização abusiva. Essas informações, lamentavelmente, não constam na nota, que resume a ameaça a uma frase sem argumentos e sem solidez jurídica”. Por fim, os sindicatos e a Comissão ressaltam esperar “que o direito à organização e mobilização sejam compreendidos e respeitados pela EBC”.

Em novembro de 2013, os empregados realizaram uma greve nacional de 15 dias durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. A mobilização envolveu cerca de 700 dos pouco mais de 2 mil funcionários da empresa.

A revisão do plano de carreiras da EBC vem ocorrendo desde 2012. Em agosto de 2013, após pressão dos funcionários que ameaçaram paralisar as atividades, a empresa criou o chamado Grupo de Convergência para tratar do assunto. Ele foi instituído para sistematizar contribuições dos trabalhadores ao novo plano e elaborar um relatório com recomendações à Diretoria Executiva. O grupo foi formado por representantes da empresa e das entidades representativas dos trabalhadores e encerrou os trabalhos na semana passada.

No entanto, a EBC não acatou as reivindicações mais importantes. Entre elas a melhoria da tabela salarial com redução de níveis para progredir na carreira e aumento do piso (em assembleia foi aprovada proposta de tabela com piso de R$ 4.400 para nível superior e R$ 3.080 para nível médio); descrição de cargos que respeite a legislação e não abra brechas para acúmulos e desvio de função; equilíbrio entre promoção por mérito e antiguidade e instituição de uma gratificação por qualificação.






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