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Geral  

Bombeiros do GSE e Samu são pressionados a fazer faxinas e manutenção dos quartéis

01/04/2015

Da Redação do Sindsprev/RJ

Na última semana de março, a direção colegiada do Sindsprev/RJ foi procurada por um grupo de bombeiros ligados ao Grupo de Socorro de Emergência (GSE) daquela corporação e ao Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). Os bombeiros denunciaram que, em todos os principais quartéis — como os de Campinho, Penha, Ilha, Irajá e Meier, entre vários outros —, estão sendo obrigados a realizar atribuições que não são as suas, segundo o disposto nos editais dos concursos de 2008 e 2014 e no regulamento interno da corporação. Algumas dessas atribuições impostas aos bombeiros vinculados ao GSE são a realização de faxina geral nos quartéis, serviços de capinagem, varrição e até pintura.

Ameaça à saúde de pacientes

Os bombeiros em questão são técnicos de enfermagem e condutores que trabalham nas ambulâncias do GSE e do Samu, representando cerca de 30% do efetivo total. Os 70% restantes são compostos de bombeiros combatentes. Segundo os denunciantes que procuraram o Sindsprev/RJ, quem se recusa a realizar as faxinas é ameaçado de transferência e punido pelos comandos dos quartéis. “Estamos numa situação limite. Nossa jornada é de 24h por 72 de descanso, mas, nos períodos de folga, pode haver escalas extras e aí somos forçados a dobrar, trabalhando até 48h semanais, direto. Mesmo assim, ainda querem que realizemos funções que não são as nossas. Não agüentamos mais”, denunciam.

Outro problema resultante da imposição de serviços de faxina aos bombeiros do GSE é, segundo os denunciantes, a possibilidade de contaminação de pacientes e das próprias ambulâncias. “Uma vez, me obrigaram a varrer a frente de um quartel que tinha fezes de pombo e, em seguida, tive de atender uma gestante em trabalho de parto. Foi uma situação absurda. É isso o que a gente passa todos os dias”, disse um dos bombeiros.

Desrespeito aos bombeiros

Outra conseqüência da sobrecarga imposta aos bombeiros do GSE (faxinas e manutenção dos quartéis) é que, nas trocas de turno, fica praticamente impossível entregarem as ambulâncias totalmente limpas para as equipes seguintes.

“Atuar na manutenção dos equipamentos dos quartéis e fazer os serviços de faxina são coisas que deveriam e poderiam ser feitas pelos bombeiros combatentes, que têm disponibilidade de tempo para isso. Nós, ligados ao GSE e Samu, temos responsabilidade de cuidar é dos equipamentos que utilizamos nas ambulâncias, e nada mais”, disseram.

Além de denunciarem a imposição das faxinas, os bombeiros disseram que essas faxinas são feitas sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

O Sindsprev/RJ se solidariza com os bombeiros e coloca-se à disposição para cobrar providências do comando da corporação e das autoridades competentes.


 






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