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Geral  

Conexão das Artes é espaço cultural alternativo na zona norte do Rio

13/04/2015

Conexão se propõe a ser espaço alternativo de cultura na Zona Norte e Baixada
Foto: Niko

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Como parte do projeto cultural ‘Conexão das Artes’, aconteceu no dia 27/03 a última apresentação do ‘Conexão Feminina’, encerrando o mês de março com lançamento do livro de poesias ‘Palavra Andarilha’, de Ivone Landim; exposição de roupas afro e apresentações de Banda Gente, Banda DSD e Espaço Cultural Arte Livre, incluindo dança cigana. Como convidado especial, o Coletivo ‘Mulheres de Pedra’, de Pedra de Guaratiba. Todas as atividades foram realizadas na sede do Conexão das Artes, em Anchieta, com entrada franca.

Março foi dedicado às mulheres

A programação de março do Conexão das Artes foi em homenagem às mulheres da periferia. Durante as atividades de março foi lançado o livro ‘Mulheres Incríveis’, da escritora Elaine Marcelina, que traz depoimentos de 12 mulheres e suas atuações sociais e políticas na cidade do Rio de Janeiro, além de crônicas e poesias que apresentam a autora.

Dia 21/03 foi exibido o documentário ‘Anjo de Chocolate’, do diretor Clementino Junior, que atualmente coordena o Cineclube Atlântico Negro, na Praça Mauá. ‘Anjo de Chocolate’ é o registro de quase uma década sobre a vida de Sonya Silva, cobradora de ônibus da linha 125 (Central/General Osório).

Projeto apoia várias expressões artísticas

Iniciado em 2013, o Conexão das Artes é um projeto cultural que se propõe a trabalhar com variadas formas de expressão artística, como música, teatro, cinema, sempre na perspectiva de integrá-las. “Quando concebemos o espaço do Conexão, já pensamos mesmo em trabalhar com várias linguagens. Primeiro foi o cinema (cine-garagem), depois veio a contação de histórias, o circo. Enfim, uma multiplicidade de formas de expressão, algumas atualmente oferecidas sob a forma de oficinas [cursos], como é o caso do cinema, do teatro, da capoeira, street-dance, desenho artístico, hip-hop e jazz dance. O melhor é que as oficinas são realizadas com professores da própria região”, explica Leila da Silva Xavier, uma das coordenadoras do Conexão das Artes.

Segundo ela, a ideia do nome [Conexão das Artes] também foi inspirada pela posição geográfica do bairro de Anchieta. “Como Anchieta é o último bairro da Zona Norte e o primeiro da Baixada, pensamos na linha do trem, que faz conexão com Japeri, e aí veio a história da conexão. O fato é que a questão da arte e da cultura já era latente em mim, que fui criada na zona oeste e sempre me preocupei com a falta de acesso à cultura por parte da população da zona norte do Rio e da Baixada Fluminense”, completa.

Agenda fixa ainda este ano

A intenção do ‘Conexão das Artes’ é estabelecer, em 2015, uma agenda de atividades para todos os meses do ano, abrindo espaço para artistas alternativos que, na maioria das vezes, não têm qualquer apoio das mídias comerciais para divulgação de seus trabalhos. Outro projeto em elaboração é o de uma Oficina de Moda com  customização (personalização) de roupas, por meio da qual jovens serão incentivados a criar suas próprias roupas, buscando, ao mesmo tempo, uma alternativa profissional.

Sobre a criação de uma agenda fixa, Leila explica que já foi estabelecida parceria com a Escola Municipal Mário Pirangibe, por meio da qual serão exibidos filmes, seguidos de debates, sempre na última sexta-feira de cada mês. “Nossa ideia é que as pessoas conheçam um número maior de filmes, sobretudo alternativos, e que isso de alguma contribua para a formação política e crítica do público. Sobre os shows, nossa intenção é promover apresentações com bandas da região, a cada 15 dias, nas tardes de domingo. É uma forma de transformarmos o Conexão das Artes numa referência”, explica.

Palavra Andarilha

Uma das principais atrações de março, a escritora Ivone Landim resumiu o conceito de seu primeiro livro, ‘Palavra Andarilha’, falando ao público antes da apresentação das bandas. “No livro eu fiz uma referência ao povo cigano. Eu me coloco, independentemente de alma, como uma cigana, uma andarilha. Daí eu ter trabalhado com a ideia de multiplicidade, ao dizer que sou andarilha de gênero, social, da fé, do amor, de mim. É um conceito que tem a ver com os lugares por onde caminhei nesse tempo todo”, resumiu.

Assista às declarações de Leila Xavier clicando aqui
Assista às declarações de Ivone Landim clicando aqui
Assista ao vídeo da entrevista com Elaine Marcelina clicando aqui
 


 






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