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Geral  

‘Palavra Andarilha constrói, desconstrói e ressignifica idéias'

07/05/2015

Professora de literatura na Faetec e de Português na Escola Heliópolis, a escritora Ivone Landim (foto) falou, em março, de seu primeiro livro (Palavra Andarilha), lançado em 2014 com poesias que fazem referência direta ao povo cigano. Ao Jornal do Sindsprev/RJ, durante apresentação no Espaço Conexão das Artes, ela falou do que propõe na obra

texto: André Pelliccione/ Foto: Niko

Jornal do Sindsprev/RJ – qual é a proposta do livro ‘Palavra Andarilha’?

Ivone Landim – ‘Palavra Andarilha’ é meu primeiro livro e faz diretamente referência a uma etnia, que é o povo cigano. A capa, por exemplo, traz o povo cigano se deslocando de um lado para o outro. Eu mesma me coloco, independentemente de alma, como uma cigana. Por isso é que no livro eu conceituo as coisas dentro do universo cigano, naquilo que eu chamo de ‘proposta andarilha’ mesmo. Andarilha de gênero, andarilha social, andarilha da fé, do amor, de mim. Enfim, conceituei as coisas levanto em conta as situações que vivi e os lugares por onde passei nesse tempo todo.

JS – e como surgiu a ideia de fazer o livro?

Ivone Landim – primeiramente eu esperei bastante tempo porque queria fazer um livro que traduzisse uma ideologia e uma personalidade. A inspiração, propriamente dita, também veio a partir de um conjunto de situações. Tudo com a intenção de reunir poesias antigas e novas, conceituando a partir das minhas práticas de militância. E eu queria muito que fosse palavra andarilha, pois sempre fui militante de mulheres, da cultura, com mais de 30 anos participando desses espaços em Nova Iguaçu. Palavra Andarilha, para mim, é uma palavra que constrói, desconstrói e ressignifica idéias. É palavra que traduz um olhar estético da nossa periferia, dos nossos jovens, pois a poesia nem sempre chega aos jovens.

JS - você acha que a forma de ensino da Língua Portuguesa tem a ver com o fato de a poesia não chegar aos jovens ou às vezes não ser bem recebida por eles?

Ivone – creio que sim. Não só a forma, mas o conteúdo também. Não adianta fazer um monte de bienais do livro se o Estado tira a disciplina de literatura do currículo, como fez o governo Pezão. É um desprestígio à disciplina e à língua portuguesa. Outro problema é que alguns  professores de língua portuguesa que não são de literatura nem sempre gostam de atuar como professores de literatura, ensinando a disciplina como se fosse uma fórmula matemática. O resultado é que o aluno toma ódio à poesia, que deveria ser compreendida como uma coisa conotativa, como as outras linguagens diferenciadas. Na tentativa de reverter um pouco essa situação é que sempre procuro divulgar poesias e assim estimular um outro olhar estético, incentivando os alunos a fazerem seus próprios poemas. Nesse sentido é que faço meus fanzines e atuo no ‘Fulanas de Tal’, grupo coletivo feminino da baixada criado há 4 anos. Nova Iguaçu é um lugar com muita efervescência na literatura. Gosto de fazer coisas simples, não sou Manoel de Barros, mas estou nessa batalha cultural [risos].

JS – você tem o projeto de um outro livro ?

Ivone Landim – tenho sim. O título vai ser ‘Martini com Cereja’. A idéia é fazer um livro de mini-contos. Acho que vai ser muito bom.






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